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Hamas consegue hackear dezenas de soldados israelenses com mensagens de mulheres falsas

Aplicativo invasor permitia usar o celular para fazer gravações e fotos sem que o dono percebesse.

17 fev 2020
11h17
atualizado às 11h23
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Dezenas de soldados de Israel tiveram seus telefones celulares invadidos pelo grupo militante Hamas numa estratégia que simulava mulheres em busca de atenção.

Foto: BBC News Brasil

Segundo um porta-voz da Defesa israelense, militares receberam diversas fotos falsas de mulheres jovens e, ao clicarem em links em busca de imagens, acabavam também instalando um aplicativo que dava acesso aos telefones deles.

A autoridade militar afirmou que não foi detectado nenhum vazamento significativo de informações antes de a invasão ter sido percebida.

Hamas e Israel são inimigos mortais. O Hamas - o grupo palestino que controla Gaza - rejeita integralmente a presença de Israel na região, e, por sua vez, os israelenses consideram o Hamas uma organização terrorista. Em permanente conflito, ambos adotam diversas estratégias de inteligência e contrainteligência.

Esta foi a terceira tentativa recente do Hamas para tentar se infiltrar em celulares de soldados israelenses. E foi a mais sofisticada até agora, segundo Jonathan Conricus, porta-voz das Forças Armadas de Israel.

"Nós temos percebido que eles têm aprendido e elevado o nível (técnico)."

Conricus afirmou que os invasores fingiram ser jovens mulheres que escreviam um hebreu imperfeito, para convencer os soldados disso, diziam ser imigrantes ou ter algum tipo de deficiência visual ou auditiva.

Depois de conquistarem essas amizades, esses perfis falsos enviavam links sob o pretexto de permitir que eles trocassem fotos, mas na verdade fazia com que os soldados instalassem programas que permitia acessar localização, arquivos e contatos dos aparelhos, por exemplo.

O aplicativo invasor também permitia usar o celular para fazer gravações e fotos sem que o dono percebesse.

Segundo Conricus, Israel descobriu o plano de invasão dos celulares meses atrás, mas decidiu mantê-lo sob vigilância a fim de investigá-lo. Só recentemente ele foi derrubado.

As Forças Armadas israelenses já haviam alertado seus membros de que eles precisam estar atentos com o uso dos smartphones, inclusive com diretrizes para evitar eventuais invasores.

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