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Governo alemão fará mais consultas antes de tomar decisão sobre Huawei

12 fev 2019
12h24
atualizado às 12h39
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O governo alemão fará consultas adicionais com operadoras e fornecedores de equipamentos para telecomunicações antes de decidir se permitirá que empresas chinesas como a Huawei Technologies participem da construção de futuras redes de telefonia celular 5G no país, disse uma fonte.

Logo da Huawei em loja da empresa em Madri, na Espanha
07/02/2019
REUTERS/Juan Medina
Logo da Huawei em loja da empresa em Madri, na Espanha 07/02/2019 REUTERS/Juan Medina
Foto: Reuters

É improvável que nas próximas duas semanas uma decisão seja tomada, acrescentou a fonte, depois que ministros discutiram o assunto na semana passada em meio a pedidos dos EUA para que seus aliados europeus não façam negócios com fornecedores chineses por razões de segurança nacional.

Alguns líderes do governo e da indústria da Alemanha esperam obter mais clareza sobre as regras básicas para o 5G antes que o país inicie a construção das redes de telefonia de próxima geração, leiloando o espectro no final de março.

Ainda há muito a se fazer para se resolver custos, viabilidade e medidas de segurança, disse a fonte, negando reportagens da imprensa alemã sobre um eventual acordo de autoridades para uma abordagem comum.

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que a Alemanha precisa de garantias de que a Huawei não entregará dados ao estado chinês antes de poder participar da construção de redes de quinta geração do país. A tecnologia 5G pode permitir a conexão de aparelhos e veículos à internet a velocidades muito maiores que as permitidas atualmente pelo 4G.

A Huawei, líder global do mercado de equipamentos para redes de telecomunicações, com vendas anuais superiores a 100 bilhões de dólares, enfrenta receio internacional sobre suas relações com o governo chinês e a suspeita de que Pequim poderia usar sua tecnologia para espionagem, algo que a empresa nega.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, alertou aliados da Europa Central na segunda-feia de que a implantação de equipamentos da Huawei dificultaria que Washington "se associasse a eles".

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