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Facebook ofereceu acesso exclusivo a dados de usuários, mostram e-mails

Documentos apreendidos pelo parlamento britânico foram revelados nesta quarta, 5; rede social garantiu acesso a empresas parceiras e barrou rivais

5 dez 2018
15h53
atualizado às 21h41
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O Facebook fez acordos com empresas para liberar o acesso a informações de seus usuários, mesmo depois de ter mudado sua política de dados. As negociações aparecem no pacote de e-mails internos revelados pelo parlamento britânico nesta quarta, 5.

Entre as empresas favorecidas pelo Facebook estão Airbnb, Lyft e Netflix, o que significa que elas tiveram acesso a dados dos usuários enquanto outras empresas foram barradas. Os e-mails foram enviados entre 2012 e 2015 e fazem parte de uma disputa judicial entre o Facebook e a desenvolvedora Six4Three. O Comitê de Assuntos Digitais, Cultura, Mídia e Esportes do parlamento britânico (DCMS, na sigla em inglês) teve acesso e decidiu publicar os documentos.

Damian Collins, presidente do DCMS, afirmou que não é possível saber se houve consentimento por parte dos usuários para o acesso exclusivo dos dados.

Nos e-mails, o Facebook também aparece banindo o acesso a empresas que considerava "rivais". Nas mensagens, Mark Zuckerberg ordenou pessoalmente em 2013 que o app de vídeos Vine, que pertencia ao Twitter, não tivesse acesso às informações dos usuários do Facebook.

Também há discussões sobre se a empresa deveria dar acesso a desenvolvedores que gastassem com publicidade na plataforma.

Em um comunicado, o Facebook reafirmou que os documentos são parte de um processo sem fundamentos, e que eles são apresentados de maneira enganosa sem contexto adicional. A companhia disse que teve muitas conversas sobre as maneiras de construir um modelo de negócios sustentável, mas que os "fatos são claro de que não venderam dados das pessoas".

Invasão Android. Outra parte dos e-mails mostra que a companhia arrumou uma maneira de contornar as permissões de privacidade do Android para coletar logs de ligações telefônicas - pequenos documentos que indicam quando ligações são feitas.

Em março, quando surgiram as primeiras notícias de que o Facebook coletava informações relacionadas a ligações telefônicas no Android, a empresa negou.

Estadão

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