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Donald Trump anuncia que vai banir TikTok nos Estados Unidos

Autoridades americanas acreditam que o governo chinês utiliza os dados de usuários do TikTok para fins de espionagem

1 ago 2020
00h30
atualizado às 09h29
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O presidente Donald Trump anunciou que vai assinar neste sábado, 1, uma ordem executiva para banir o aplicativo TikTok dos Estados Unidos.

A proibição seria o ápice das preocupações dos EUA quanto à segurança dos dados pessoais de usuários do TikTok. A ação do presidente americano deve abalar a empresa ByteDance, dona do aplicativo, que se tornou um dos poucos conglomerados globais chineses graças ao sucesso comercial do TikTok.

Presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca
30/07/2020 REUTERS/Carlos Barria
Presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca 30/07/2020 REUTERS/Carlos Barria
Foto: Reuters

"Com relação ao TikTok, vamos bani-lo dos Estados Unidos... Vou assinar o documento amanhã", disse Trump a repórteres no Air Force One.

Nesta sexta-feira, 31, a agência de notícias Bloomberg divulgou que Trump pretendia obrigar a ByteDance a vender as operações da rede social nos EUA como uma condição para o aplicativo continuar funcionando no país. Autoridades americanas acreditam que os dados pessoais de usuários do TikTok, que tem 1 bilhão de usuários em todo o mundo, são utilizados pela inteligência chinesa para espionagem. A empresa nega qualquer vínculo com o governo de Pequim.

Segundo a Bloomberg, a Microsoft estaria em negociação para comprar a operação do aplicativo nos EUA. A companhia não comentou o assunto.

Sobre o anúncio de Trump, em resposta à agência de notícias AFP, o TikTok limitou-se a dizer: "confiamos no sucesso a longo prazo do Tik Tok. Centenas de milhares de pessoas vêm ao TikTok para se entreter, incluindo nessa comunidade os nossos criadores e artistas". A plataforma prometeu nesta semana um alto nível de transparência, o que inclui permitir revisões de seus algoritmos, para assegurar aos usuários e reguladores que não é utilizado para outros fins além do entretenimento.

"Não somos políticos, não aceitamos publicidade política e não temos uma agenda política; nosso único objetivo é seguir sendo uma plataforma dinâmica para que todos a desfrutem", disse o CEO do TikTok, Kevin Mayer, em uma publicação nesta semana. "Não somos o inimigo", completou./REUTERS e AFP

 

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Estadão
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