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O material mais caro do planeta chama-se Califórnio-252, custa 27 milhões de euros por grama e é usado para uma única coisa: reatores nucleares

O califórnio-252 é produzido em apenas dois laboratórios no mundo: nos Estados Unidos e na Rússia; A produção de apenas alguns miligramas exige anos de bombardeio com cúrio; É tão perigoso quanto poderoso: uma espécie de usina nuclear de bolso

22 jan 2026 - 08h16
(atualizado às 17h43)
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Foto: Xataka

Não é ouro, diamantes, elementos de terras raras estratégicos ou coltan: a coisa mais cara do mundo é a antimatéria, segundo o CERN: US$ 62,5 trilhões (cerca de R$ 335,2 trilhões) por grama. Ela pode ser produzida, mas é um sonho distante: requer uma quantidade colossal de energia, leva milhões de anos com a tecnologia atual e não pode ser armazenada facilmente. Deixando a produção de lado, se estivermos falando do material mais caro que pode ser comprado para uso industrial, o elemento mais caro, porém potencialmente acessível, a resposta é o califórnio-252.

Algumas notas sobre química

Estudei engenharia química e, para ser honesto, só conhecia o califórnio-252 superficialmente. Para contextualizar, é um elemento que não existe naturalmente na Terra; ou seja, é sintético. Esse isótopo radioativo é produzido em laboratório e, como outros actinídeos, é altamente radioativo e instável.

Estamos falando de um metal brilhante, macio e branco-prateado. Teoricamente, é maleável e dúctil, mas há um porém: sua meia-vida é de cerca de 2,6 anos, o que significa que se decompõe rapidamente, portanto, precisa ser produzido continuamente para manter um suprimento estável. Embora o califórnio tenha sido sintetizado pela primeira vez em um laboratório da Universidade de Berkeley, esse isótopo foi identificado dois anos depois nos restos do teste nuclear "Ivy Mike" no Atol de Enewetak. A produção em reatores nucleares começou no final da década de 1950, embora em pequena escala.

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