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Disney conclui processo de compra da Fox por US$ 71 bilhões

Com compra da Fox, empresa ganha fôlego para competir com Netflix, Amazon e AT&T no setor de streaming de vídeo

20 mar 2019
16h44
atualizado às 17h05
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A Walt Disney Company anunciou nesta quarta-feira, 20, ter encerrado o processo de aquisição dos ativos de cinema e televisão da 21st Century Fox. Anunciada em julho do ano passado, a negociação de US$ 71 bilhões deu à empresa do Mickey alguns dos personagens mais populares do mundo, como X-Men, Simpsons, Avatar e Arquivo X.

Além disso, a empresa ganhou um reforço para seu serviço de streaming de vídeo, que será lançado até o final do ano. Chamada de Disney+, a plataforma será apresentada pela primeira vez aos acionistas da companhia em abril. Em alguns países, a Disney ainda terá de se desfazer de alguns negócios - no Brasil, o Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade) ordenou que a empresa venda a Fox Sports, uma vez que já é dona da ESPN e concentraria o setor de esportes na TV paga.

Operadores com ações da Disney
Operadores com ações da Disney
Foto: Brendan McDermid / Reuters

Para assumir o controle da Fox, a Disney enfrentou uma longa batalha de negociações com o grupo americano Comcast, dono de NBC e Universal. A Comcast perdeu a briga para ficar com a Fox, mas comprou a participação da empresa de Rupert Murdoch na rede de TV por assinatura britânica Sky, mantendo a competição no setor.

Com o fim da aquisição, a Fox também abriu capital na Nasdaq nesta terça-feira: a empresa nomeou o ex-deputado americano Paul Ryan e o presidente executivo da Fórmula 1, Chase Carey, para seu conselho de administração. A nova empresa, chamada de Fox Corp, terá ativos como os canais de notícias da empresa, os jornais Wall Street Journal e The Sun e a rede de transmissão da companhia. O grupo deve gerar cerca de US$ 10 bilhões em receitas anuais.

Em carta aos funcionários da Disney, o presidente executivo Robert Iger chamou o trabalho que a empresa terá nos próximos meses de "desafiador". "Gostaria de dizer que a parte mais difícil já ficou para trás. Teremos trabalho para unir nossos negócios para criar uma empresa global e dinâmica, com experiências que vão desafiar a indústria nos próximos anos e gerações a seguir", declarou o executivo. Ele ainda pediu paciência aos funcionários, porque a empresa deve cortar cerca de 4 mil funcionários nos próximos meses. / COM REUTERS

Estadão
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