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Brasileiro prefere ter casa roubada do que perder rede social

Você prefere que roubem a sua casa, o seu carro ou hackeiem a sua rede social? Pesquisa mostra resultado surpreendente.

30 nov 2018
11h44
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Se pudéssemos voltar uns 10 anos no tempo e disséssemos que as pessoas preferem que roubem sua carro e seu carro do que a sua rede social, todos diríamos que éramos loucos. Mas hoje isso é uma realidade, segundo indica estudo realizado pela Kaspersky Lab em conjunto com a empresa de pesquisa chilena CORPA.

A pesquisa, cujo objetivo principal é analisar a situação vivida por usuários de dispositivos eletrônicos em relação aos cibercrimes na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, faz parte da campanha "Ressaca Digital”, que tem como objetivo aumentar a consciência sobre os riscos aos quais as pessoas estão expostas quando usam a internet sem precaução.

Foto: Reprodução / Montagem Canal Digital

A iniciativa visa evitar que as pessoas se arrependam após realizar um post, nova conexão ou download por impulso, reduzindo assim possíveis vazamentos de dados pessoais, roubo de identidade, viralização de imagens íntimas, perdas financeiras ou a violação de direitos do menor de idade.

O estudo mostra que 82% dos usuários no Brasil estão expostos à ciberameaças ao não ter uma proteção no dispositivo ou por deliberadamente desativá-la para baixar um app que havia sido bloqueado antes. Nesse contexto, um em cada quatro brasileiros prefere que ter sua casa ou carro roubados em vez de ter suas redes sociais invadidas e perder o acesso a elas para sempre. Entre os latinos, os colombianos (32%) são os mais dispostos a passar por essas situações, seguidos por brasileiros (27%), argentinos e chilenos (25%), peruanos (24%) e mexicanos (22%).

E o próprio usuário facilita demais a ação dos cibercriminosos. Uma série de comportamentos descuidados tornam os internautas brasileiros presas fáceis para os cibercriminosos: 44% compartilharam suas senhas nos smartphones e tablets com terceiros, 92% forneceram seus dados pessoais em pelo menos cinco páginas web e 78% mantém sessões abertas de suas contas em seus dispositivos móveis.

Porém, ao ter uma perfil social hackeado, como o Facebook ou o LinkedIn, por exemplo, um dos riscos possíveis é o roubo de identidade –, além disso o criminoso pode publicar comentários ou imagens e comprometer a reputação da vítima. Esta situação ocorreu com 21% dos respondentes brasileiros.

"Boa parte das invações é causada por maus hábitos dos usuários e porque muitos deles ignoram os perigos a que estão expostos quando estão online”, afirma Dmitry Bestuzhev, diretor da Equipe Global de Análise e Pesquisa da Kaspersky Lab na América Latina. "Parece que as pessoas pensam que sua vida digital e sua vida são separadas e, porisso, não percebem que o que elas fazem ou falam online impactará a vida offline."

Foto: Reprodução / Montagem Canal Digital

Além disso, o brasileiro não tem costume de ler a “bula”: 64% dos internautas brasileiros não lêem as condições de um app antes de baixá-lo, pois os considera longos e chatos ou porque não acreditam que isto os prejudicaria. Enquanto isso, 41% admitem não ter uma solução de segurança contra 45% que dizem ter uma proteção instalada, porém apenas 5% usam uma versão paga que inclui funções avançadas e personalizadas. Por fim, 9% dos entrevistados não sabem se há ou não alguma proteção em seu dispositivo.

A coisa fica mais preocupante porque 41% dos brasileiros admitem ter desativado uma ou mais vezes a solução de segurança do PC ou celular porque ela não permitiu o download de um app. Esse comportamento é mais comum em homens, sendo que 50% deles fazem isso contra 30% das mulheres. Dos que desativam a proteção, a maioria corresponde a jovens entre 18 e 24 anos.

"Desativar a segurança no smartphone ou tablet é um erro grave, mas não ter uma solução instalada é ainda pior. Há muitas opções disponíveis no mercado, inclusive gratuítas, que permitem manter os dispositivos a salvo, mesmo em um nível básico", destaca Bestuzhev.

E você, tem tomado cuidado para proteger seus dados?

 

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