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Didi cede à pressão regulatória para fechar capital nos EUA

3 dez 2021 14h18
| atualizado às 14h27
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Apenas cinco meses após sua estreia, a gigante Didi informou que planeja se retirar da bolsa de valores de Nova York e buscar uma listagem em Hong Kong, em uma surpreendente reviravolta que cede à pressão dos reguladores chineses irritados com seu IPO nos Estados Unidos.

Sede da empresa de carona Didi, em Pequim, China
05/07/2021
REUTERS/Tingshu Wang
Sede da empresa de carona Didi, em Pequim, China 05/07/2021 REUTERS/Tingshu Wang
Foto: Reuters

As ações da empresa caíram cerca de 15% recentemente, depois de oscilar no pré-mercado, uma vez que os investidores inicialmente apostaram que a medida acalmaria a China e serviria como catalisador para um renascimento de suas perspectivas de negócios em casa.

"Após uma pesquisa cuidadosa, a empresa começará imediatamente a fechar o capital na bolsa de valores de Nova York e iniciar os preparativos para listar em Hong Kong", disse a Didi em sua conta no Weibo, uma espécie de Twitter chinês, na sexta-feira.

A Didi não explicou as razões do plano, mas disse em um comunicado separado que organizaria uma votação dos acionistas em um momento apropriado e garantiria que suas ações listadas em Nova York seriam conversíveis em "ações livremente negociáveis" em outra bolsa de valores internacionalmente reconhecida.

Fontes disseram à Reuters no mês passado que os reguladores chineses pressionaram os principais executivos da Didi a elaborarem um plano de exclusão da Bolsa de Valores de Nova York devido a preocupações com a segurança de dados.

O conselho da empresa se reuniu na quinta-feira e aprovou os planos de fechamento de capital dos Estados Unidos e de listagem em Hong Kong, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

A Didi avançou com uma oferta pública inicial (IPO) de 4,4 bilhões de dólares nos Estados Unidos em junho, apesar de ter sido solicitada a colocá-la em espera, enquanto uma revisão de suas práticas de dados era conduzida. A Administração do Ciberespaço da China (CAC) ordenou então que as lojas de aplicativos removessem 25 dos aplicativos móveis de Didi e disse à empresa para parar de registrar novos usuários, citando a segurança nacional e o interesse público.

A Didi planeja prosseguir com uma listagem em Hong Kong em breve e não pretende ser privada, disseram fontes com conhecimento do assunto à Reuters.

A bolsa de Hong Kong não comenta sobre empresas individuais, disse um porta-voz. As ações na bolsa, no entanto, saltaram 4% na perspectiva de uma listagem de Didi.

A companhia fez sua estreia em Nova York em 30 de junho a 14 dólares por Ações Depositárias Americanas (ADS), que haviam caído 44% no fechamento de quinta-feira, avaliando-a em 37,6 bilhões de dólares.

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