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Apple e Foxconn afirmam depender muito de trabalhadores temporários na China

9 set 2019
11h37
atualizado às 12h29
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A Apple e sua parceira Foxconn refutaram nesta segunda-feira as alegações de falhas na gestão de pessoas reveladas por um órgão monitor dos direitos trabalhistas, apesar de confirmarem que empregam muitos trabalhores temporários.

03/01/2019
REUTERS/Leonhard Foeger - RC166C528080
03/01/2019 REUTERS/Leonhard Foeger - RC166C528080
Foto: Reuters

A resposta veio depois que a China Labor Watch divulgou nesta segunda-feira um extenso relatório acusando as duas empresas de violar várias leis trabalhistas chinesas, incluindo uma que proíbe funcionários temporários de exceder 10% da força de trabalho total.

A empresa de tecnologia norte-americana Apple depende muito da Foxconn, de Taiwan, e de suas instalações chinesas para produzir dispositivos como o iPhone, cuja próxima linha será revelada na terça-feira.

Em um comunicado, a Apple disse que investigou a porcentagem de trabalhadores temporários entre a força de trabalho geral e descobriu que "excedeu nossos padrões". A empresa disse que estava trabalhando com a Foxconn para "resolver imediatamente o problema".

A Apple não afirmou se o excesso de trabalhadores representava uma violação da lei chinesa. Ela se recusou a comentar quando solicitada diretamente pela Reuters.

A Foxconn confirmou separadamente o excesso de dependência de trabalhadores temporários, conhecidos como despachantes internos.

"Encontramos evidências de que o uso de despachantes e o número de horas extras realizadas por funcionários, que confirmamos que sempre foram voluntárias, não eram consistentes com as diretrizes da empresa", afirmou a Foxconn.

Ela disse que "iniciou imediatamente um processo detalhado para garantir que todos os problemas fossem resolvidos".

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