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48% dos brasileiros na internet já pagaram por serviços, como Uber e Netflix

Pesquisa TIC Domicílios 2018 mostrou que, com 40,8 milhões de usuários, categoria mais popular foi a de aplicativos de transporte

28 ago 2019
11h56
atualizado às 11h59
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O pagamento por serviços na internet, incluindo transporte por carro de aplicativo ou assinatura de streaming de vídeo, está avançando no Brasil: 48% dos usuários de internet no País já pagaram por alguma modalidade de serviço oferecido online. O dado está presente na mais recente versão do TIC Domicílios, estudo que mede os hábitos e comportamento de usuários da internet brasileira - a pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira, 28, pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

O estudo deste ano, realizado entre outubro de 2018 e março de 2019, resolveu destacar os hábitos de consumo da internet no Brasil e detectou que 48% dos 126,9 milhões de usuários de internet pagaram por algum serviço. A pesquisa listou 9 categorias de serviço, o que inclui aplicativo de transporte, assinatura de streaming de música e de vídeo, delivery de comida e aluguel de acomodações.

A categoria campeão de uso foi a de transporte por aplicativo: 32% dos usuários pediu taxi ou carro por aplicativo, o que significa que 40,8 milhões de pessoas acionaram veículos de Uber, 99, Cabify e outros. A segunda categoria mais popular foi pagar por serviços de filmes ou séries, serviço representado por Netflix, Amazon Prime Video, HBO GO e outros - 28% das pessoas pagaram por esse conteúdo.

O contraste é grande com quem paga por assinatura de serviços de música, como o Spotify: apenas 8% pagaram por esse serviço. Quem ainda teve uma taxa pequena de uso foram serviços como o Airbnb, que alugam quartos. A pesquisa registrou que 5% dos brasileiros que usam internet já pagaram por esse serviço.

A terceira categoria mais popular foi a de delivery de comida, como iFood e Uber Eats: 12% já fez uso do serviço. Entre as nove categorias, a menos popular foi a de reserva de aluguel de carros: 2%. Na transmissão para a divulgação dos dados, Winston Oyadomari, coordenador da TIC Domicílios, diz que acredita que o estudo tivesse mais categorias, ou tivesse a categoria "outros", a porcentagem total poderia ser superior a 48%. Foi a primeira vez que o estudo registrou os hábitos de contratação de serviços online.

Comércio eletrônico fica abaixo de serviços

O índice de pessoas que comprou produtos pela internet manteve-se estável em relação a anos anteriores e foi inferior ao uso de serviços: 34% comprou alguma coisa pela internet - o ano que registrou o maior número foi 2015 com 39%. O índice de quem pesquisou preços e serviços também manteve-se estável: 60%.

Entre os que compraram alguma coisa, 62% comprou em sites de compra e venda, como Mercado Livre e OLX. O segundo canal de compras mais popular foram lojas de sites, com 58%. Já o terceiro local mais utilizado pelo comprador brasileiro foram aplicativos de mensagem, como o WhatsApp (26%). O cartão de crédito (69%) foi a forma de pagamento mais utilizada.

Entre os que não compraram pela internet, os dois principais motivos são: prefere comprar pessoalmente (83%) e falta de confiança no produto que vai receber (62%).

Estadão
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