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Tecnologia 3DS é aliada contra fraudes no cartão de crédito

Pedro Souza, fundador da Glin, detalha os principais tipos de fraudes e destaca a importância da tecnologia 3D Secure (3DS) como forma de garantir proteção e eficiência em pagamentos

14 mai 2026 - 13h09
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No Brasil, 22% das microempresas e empresas de pequeno porte não contam com nenhuma medida interna de segurança. Isso significa que a proteção fica sob responsabilidade apenas dos meios de pagamentos utilizados por esses negócios, segundo pesquisa da Opinion Box encomendada pela Fiserv e repercutida pela Fenacon.

Foto: Imagem do Magnific/Drazen Zigic / DINO

No caso do uso de cartão de crédito, os cuidados precisam ser redobrados, afirma Pedro Souza, fundador da Glin, empresa especializada em serviços de pagamentos internacionais. Ele lembra que o Brasil registrou 2,8 milhões de tentativas de fraude com cartão no e-commerce em 2024, de acordo com dados do Mapa da Fraude, da ClearSale. O montante potencialmente perdido chegou a R$ 3 bilhões.

Souza pontua que as fraudes com cartão podem ser organizadas em três camadas, dependendo de quem é a vítima. Nas que afetam o consumidor, a pessoa paga por um produto ou serviço que nunca existiu. Os criminosos usam estratégias como sites falsos, phishing e clonagem de dados em terminais adulterados (skimming). O dinheiro desaparece e a recuperação depende da contestação junto ao banco emissor, explica Souza.

"Já nas fraudes contra o estabelecimento, a principal é a friendly fraud (autofraude). O cliente faz uma compra legítima, recebe o produto e depois contesta junto ao banco, alegando não reconhecer a transação. O chargeback cai sobre o lojista, que perde o produto e o valor. É difícil de combater porque o ônus da prova recai sobre o comerciante", sintetiza o executivo.

Há ainda as fraudes que afetam ambos os lados. Nelas, um fraudador usa dados do cartão de um terceiro para comprar em um estabelecimento legítimo. A loja entrega o produto de boa-fé e, quando o verdadeiro titular contesta, o banco faz o estorno. "Resultado: o consumidor teve seus dados comprometidos, o lojista entregou sem receber e só o fraudador ganha. É a fraude de maior impacto sistêmico", alerta Souza.

3D Secure (3DS)

Souza destaca a tecnologia 3D Secure (3DS) como uma importante aliada contra fraudes no cartão de crédito, especialmente em pagamentos internacionais. "O 3DS é um protocolo de autenticação que confirma se quem está comprando online é, de fato, o portador do cartão. O 3D refere-se a um terceiro domínio envolvido na transação, o banco emissor", informa o fundador da Glin.

Ele diz que, em uma transação tradicional, o cliente passa os dados do cartão no estabelecimento. O negócio tem a obrigação de validar se aquela transação faz sentido, geralmente utilizando um sistema antifraude que analisa o histórico de compras do cartão, o dispositivo utilizado e outros sinais de risco. Nesse modelo, a responsabilidade pela validação — e pelo chargeback, caso a transação seja fraudulenta — é do estabelecimento.

"Com o 3DS, essa validação passa a envolver diretamente o banco emissor. Quando o consumidor faz uma compra online, a loja envia os dados da transação para o emissor, que analisa o risco em tempo real e decide se aprova silenciosamente (quando o risco é baixo) ou se apresenta um desafio ao portador, como um código por SMS ou confirmação no app do banco", salienta Souza.

Nesse caso, cita o executivo, o benefício principal para o estabelecimento é a transferência de responsabilidade (liability shift): como foi o banco emissor que validou a identidade do portador, a responsabilidade por chargebacks de fraude deixa de ser da loja e passa a ser do emissor. Isso reduz significativamente a exposição do comerciante às perdas por fraude.

Souza comenta que, apesar de eficaz no combate a fraudes, o protocolo 3DS ainda tem adoção limitada no Brasil. "Acredito que isso ocorre por uma combinação de fatores", salienta. Segundo ele, um dos entraves é a implementação incompleta por parte dos bancos emissores, o que dificulta a padronização do recurso. "Em outros locais, como a Europa, o 3DS já é obrigatório por lei, o que forçou a adesão de toda a cadeia. No Brasil, sem essa obrigatoriedade, a adoção avançou de forma desigual", acrescenta.

Ele também destaca o impacto do comportamento do e-commerce nacional. "O e-commerce brasileiro é muito sensível à conversão. O 3DS introduz um passo adicional na jornada de compra, e há uma preocupação legítima de que essa fricção aumente o abandono de carrinho — mesmo que, na prática, a maioria das autenticações hoje ocorra de forma silenciosa", avalia.

O executivo explica que a Glin usa o 3DS de duas formas complementares: como camada de segurança e como ferramenta de recuperação de receita. Na parte de segurança, a empresa opera com um modelo híbrido. "Com base na classificação do merchant e no perfil de cada transação, decidimos se o 3DS é aplicado em 100% das transações daquele estabelecimento ou de forma seletiva", menciona Souza.

Já na frente de recuperação de receita, o executivo aponta um diferencial na estratégia da empresa: quando uma transação é recusada pelo processador por risco, a Glin faz uma nova tentativa antes de retornar a negativa ao cliente, desta vez com o 3DS obrigatório, aumentando as chances de aprovação.

"Ou seja, uma compra que seria perdida — muitas vezes legítima, mas recusada pelo modelo de risco do processador — ganha uma segunda chance via autenticação do banco emissor. Se o portador se autentica, a transação é aprovada", menciona Souza.

"Na prática, o 3DS na Glin não é só um escudo contra fraude, mas uma alavanca de conversão. Desde a implementação, há mais de um ano, alcançamos taxas de aprovação acima de 90%, justamente porque o 3DS recupera transações que seriam perdidas sem ele", complementa.

Para saber mais, basta acessar o site da Glin: https://glin.com.br

Website: https://glin.com.br

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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