STF retoma nesta segunda depoimentos sobre plano de golpe
O Supremo Tribunal Federal abre nesta segunda-feira (14) mais uma etapa da ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Começam hoje os depoimentos das testemunhas indicadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelas defesas dos réus pertencentes aos núcleos 2, 3 e 4 do processo. A previsão é que as audiências se estendam até 23 de julho.
Entre os nomes convocados estão os senadores Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Rogério Marinho (PL-RN) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além do deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ) e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Também está previsto o depoimento do delator e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel Mauro Cid.
As sessões ocorrem no anexo do STF e serão realizadas por videoconferência. As gravações ficarão restritas ao registro interno da Corte. O material será anexado aos autos, sem acesso direto por parte da imprensa.
Quem será ouvido primeiro?
Nesta segunda, os depoimentos serão dedicados às testemunhas de acusação indicadas pela PGR. Às 14h, Mauro Cid prestará esclarecimentos na condição de informante, por ter assinado acordo de delação premiada. Sua fala será utilizada nos três processos e exibida na Primeira Turma do Supremo.
As oitivas das testemunhas de defesa do núcleo 2 estão marcadas entre os dias 15 e 21 de julho, com sessões abertas na sala da Primeira Turma. No caso do núcleo 4, os depoimentos ocorrerão nos dias 15 e 16, na Segunda Turma. Já os réus do núcleo 3 terão suas testemunhas ouvidas entre 21 e 23 de julho, também na Segunda Turma.
Quem são os acusados?
No núcleo 2, respondem ao processo: Fernando de Sousa Oliveira, Filipe Garcia Martins Pereira, Marcelo Costa Câmara, Marília Ferreira de Alencar, Mario Fernandes e Silvinei Vasques.
O núcleo 3 reúne: os coronéis Bernardo Romão Correa Netto, Fabrício Moreira de Bastos e Márcio Nunes de Resende Jr.; os tenentes-coronéis Hélio Ferreira Lima, Rafael Martins de Oliveira, Rodrigo Bezerra de Azevedo, Ronald Ferreira de Araújo Jr. e Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros; o general da reserva Estevam Theophilo Gaspar de Oliveira e o agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares.
Já no núcleo 4, estão os nomes de Ailton Moraes Barros, Ângelo Denicoli, Giancarlo Rodrigues, Guilherme Almeida, Reginaldo Abreu, Marcelo Bormevet e Carlos Cesar Moretzsohn Rocha.
Todos os denunciados são investigados por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e destruição de patrimônio público tombado.