Sociedade de Pediatria explica riscos da bactéria detectada na UTI do Hospital Fêmina
Identificado como Acinetobacter baumannii, patógeno é oportunista e oferece baixo risco para a população fora de hospitais
A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) emitiu um esclarecimento técnico sobre a presença da bactéria Acinetobacter baumannii na UTI Neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre. O microrganismo, classificado como pan-resistente por não responder aos antibióticos comuns, causou a morte de um bebê prematuro de 26 semanas e infectou outros três recém-nascidos.
Segundo especialistas da SPRS, o patógeno é considerado um agente oportunista, oferecendo risco baixo para pessoas saudáveis e fora do ambiente hospitalar. No entanto, em unidades de terapia intensiva, a bactéria encontra condições ideais para colonizar superfícies e equipamentos, atingindo pacientes com imunidade fragilizada e que dependem de dispositivos invasivos, como respiradores e cateteres.
O infectologista pediátrico Derrick Alexandre Fassbind ressaltou que a vulnerabilidade dos prematuros extremos, cujos sistemas imunológicos ainda são imaturos, torna o controle ainda mais complexo nessas unidades. Para conter a disseminação, a SPRS reforça a necessidade de protocolos rigorosos, que incluem a higiene constante das mãos, desinfecção de superfícies e o isolamento de casos confirmados.
O presidente da entidade, Marcelo Pavese Porto, destacou que a morte do recém-nascido deve ser compreendida dentro do contexto das complicações naturais da prematuridade extrema. A nota técnica visa evitar o alarmismo na população geral, reafirmando que o foco das autoridades sanitárias está concentrado na vigilância contínua e no cumprimento dos protocolos de segurança assistencial dentro das instituições de saúde.
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