Sobe para 2.645 número de mortos em terremotos na Venezuela
ONU fala em mais de 50 mil desaparecidos. Acompanhe as últimas notícias sobre o desastre.Dois terremotos de magnitude 7,5 e 7,2 na escala Richter atingiram a Venezuela na noite desta quarta-feira (24/06), deixando mortos e feridos. A presidente interina do país, Delcy Rodríguez, declarou estado de emergência. Um dois terremotos, de magnitude 7,5, foi o mais forte registrado no país em mais de um século.
O epicentro do tremor foi detectado a cerca de 170 quilômetros a leste da capital, Caracas, no município de Montalbán, no estado de Carabobo, na região central da Venezuela.
Acompanhe abaixo os últimos desdobramentos da tragédia:
Número de mortos nos dois terremotos devastadores na Venezuela vai a 2,6 mil
Venezuela decreta estado de emergência
Alemanha disponibiliza ajuda para a Venezuela
Brasil envia missão humanitária de busca e resgate, além de equipamentos para um hospital de campanha
Trump trava regresso de María Corina Machado à Venezuela
Um avião privado que transportava a líder da oposição venezuelana María Corina Machado para Curaçao foi obrigado a regressar aos Estados Unidos, em 26 de junho. Autoridades americanas barraram a viagem sob a suspeita de que a política exilada pretendia atravessar para território venezuelano usando a mesma rota de quando abandonou o país, em dezembro.
A informação foi veiculada nesta sexta-feira (03/07) pelo The Wall Street Journal, que consultou pessoas a par do assunto. A publicação lembra que Machado preparava há vários meses um regresso à Venezuela para relançar a pressão por novas eleições, depois da captura do ex-presidente Nicolás Maduro pelos EUA, em janeiro.
A líder da oposição defende que seu retorno à Venezuela seria um fator "estabilizador" após os devastadores terremotos de 24 de junho, e que o país enfrenta um "Estado falido".
Os Estados Unidos, no entanto, demonstram ter outros planos políticos para a Venezuela. Na quinta-feira (02/07), o presidente Donald Trump afirmou que as relações entre Washington e o governo da presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, "são excelentes".
O Wall Street Journal acrescentou que interlocutores próximos da Casa Branca avisaram Machado de que um regresso à Venezuela poderia comprometer o apoio político de Trump e prejudicar a estratégia americana para o país, atrasando o processo eleitoral.
Segundo o jornal, Machado tentou depois escapar pelo Panamá, mas a companhia aérea Copa Airlines recusou transportá-la para a Venezuela por receio de represálias das autoridades de Caracas.
Dias depois, da Cidade do Panamá, Machado denunciou que o governo venezuelano tinha fechado o espaço aéreo comercial para impedir o seu regresso e defendeu "ser imperativo" voltar ao país para enfrentar as consequências dos terremotos, sem mencionar alegadas pressões por parte de Washington.
Delcy sob críticas
Diante das críticas crescentes ao ritmo e à eficiência da resposta do governo venezuelano aos terremotos, a administração da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez nesta sexta-feira (03/07) sua primeira defesa pública da operação, justamente no dia em que expirou seu mandato de 180 dias como líder temporária.
Até o momento, as autoridades não informaram quais medidas serão adotadas após o fim do mandato nem apresentaram um calendário para a realização de eleições. A Assembleia Nacional, controlada pelo partido governista, pode convocar uma eleição antecipada caso declare o cargo permanentemente vago.
Segundo o governo, os terremotos duplos que assolaram o país deixaram mais de 2.295 mortos, mas as Nações Unidas estimam que esse número possa chegar a 50 mil. As críticas à resposta oficial cresceram após moradores relatarem demora no envio de equipes de resgate e equipamentos às áreas afetadas.
A presidente interina rebateu as críticas e atribuiu a insatisfação popular a "narrativas produzidas em laboratórios de propaganda". Segundo ela, o governo mobilizou imediatamente equipes de resgate, além de 11 hospitais de campanha internacionais e profissionais de saúde de 33 países.
sf (lusa, AP)
OMS alerta para aumento do risco de surtos de doenças na Venezuela
A Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que aumentou o risco de surtos de doenças na Venezuela, incluindo algumas que podem ser prevenidas com vacina, devido ao que considerou uma baixa cobertura de imunização.
"A cobertura de vacinação na Venezuela, especialmente contra o sarampo e outras doenças, já era baixa, por isso o risco de ocorrência de casos de sarampo e outras enfermidades é elevado neste momento", disse o diretor de emergências da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Ciro Ugarte.
Em uma videoconferência com jornalistas, ele destacou que o risco é particularmente alto nos abrigos, "onde a transmissão dessas doenças pode ser muito alta". Ugarte indicou que uma preocupação adicional, que também tem a ver com a prevenção de qualquer surto, é a qualidade da água, que neste momento não está garantida nas áreas mais devastadas pela catástrofe.
"Infelizmente, o abastecimento é escasso, o que torna muito difícil avaliar a situação em todos os abrigos. Por isso, é uma prioridade avaliar a qualidade da água fornecida à população, sobretudo nos grandes abrigos", explicou durante a teleconferência em Genebra.
Vacinação seletiva
O diretor ressaltou que uma das medidas a serem tomadas poderia ser a vacinação seletiva contra doenças transmitidas por mosquitos ou outros vetores em locais como abrigos, onde há superlotação, mas também para as pessoas que permanecem nas áreas atingidas.
A OPAS, braço regional da OMS, conseguiu avaliar oito estabelecimentos médicos. Todos necessitam de apoio, sendo que três deles sofreram danos estruturais.
Ugarte apontou que o Hospital José María Vargas, um dos grandes hospitais públicos de referência em Caracas, deve receber apoio de forma prioritária porque sua situação é crítica: "há 96 pacientes em uma ala de oito leitos e seu banco de sangue está em níveis extremamente baixos".
Enquanto isso, em La Guaira, o Hospital Rafael Medina Jiménez reduziu seu número de leitos de 108 para 35, e outros 22 centros de saúde também relataram graves carências.
md (EFE)
As equipes brasileiras que atuam nas buscas na Venezuela
O Brasil enviou mais de 100 profissionais para ajudar nos resgates de vítimas dos terremotos, além de montar um hospital de campanha para atender a população local.
Desde o final da última semana, os profissionais brasileiros atuam em conjunto com equipes internacionais na definição das áreas prioritárias de busca e no atendimento às vítimas.
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Presidente da Venezuela anuncia conversas com EUA e FMI para reconstruir infraestruturas
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou na noite de quinta-feira (03/07) que mantém conversas com o Departamento de Estado dos Estados Unidos e o Fundo Monetário Internacional (FMI) para "recuperar recursos" que permitam a reconstrução das infraestruturas afetadas no país pelos devastadores terremotos do último dia 24 de junho.
Em entrevista coletiva, a mandatária também disse que seu governo esteve em contato com o Banco Interamericano e o Banco Mundial, que "já ofereceram cooperação não reembolsável para atender ao processo de recuperação", além de "linhas de crédito" para a Venezuela.
Segundo a líder chavista, há pelo menos 855 edifícios afetados pelos sismos, que deixaram no mínimo 2.595 mortos e 12.400 feridos.
Delcy Rodríguez lembrou que criou um fundo inicial com o equivalente a 200 milhões de dólares (cerca de R$ 1 bilhão) e uma conta no CAF-Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe para "a doação em dinheiro internacional" que será destinado a moradias e que contará com "todos os mecanismos de auditoria".
Além disso, informou sobre a recente chegada de um grupo "muito especializado e profissional" de Israel para a recuperação de infraestrutura e para a "determinação da situação" das construções que não desabaram completamente, mas que sofreram danos.
Os estragos causados em imóveis e ativos econômicos, como veículos, edifícios ou estabelecimentos comerciais após os dois terremotos têm uma estimativa preliminar de 6,7 bilhões de dólares, segundo uma avaliação de satélite baseada na Análise Digital Rápida (Rapida) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
O governo calcula em cerca de 12.800 o número de pessoas que perderam suas casas, enquanto o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) documentou 16 mil cidadãos que precisaram buscar um local alternativo para viver.
Nesse contexto, o ministro da Defesa, José Múcio, visitou a Venezuela na terça-feira, em representação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para ampliar a cooperação humanitária e avaliar possíveis iniciativas relacionadas à reconstrução de infraestrutura e habitação.
md (EFE)
Sobe para 2.595 número de mortos em terremotos na Venezuela
Pelo menos 2.595 pessoas morreram em decorrência dos dois terremotos ocorridos em 24 de junho na Venezuela, anunciou nesta quinta-feira (02/07) a presidente interina Delcy Rodríguez.
A contagem anterior, divulgada nesta quarta-feira, era de 2.295.
O número de feridos é de 12.400.
Delcy revelou os números em entrevista coletiva oito dias após a tragédia que afetou Caracas e outros seis estados do norte do país.
A presidente interina, que estava acompanhada por seu irmão e presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, e o ministro do Interior, Diosdado Cabello, defendeu o trabalho de seu governo e afirmou que há um total de 6.462 pessoas resgatadas.
"Imediatamente se ativou o Estado venezuelano em seu conjunto. A primeira coisa que fizemos a poucas horas da ocorrência foi emitir um decreto para enfrentar essa situação de emergência, e foi mobilizado imediatamente o sistema de defesa civil, o sistema de defesa pública", disse.
Resposta às críticas à gestão de crise do governo
Delcy respondeu às críticas de que seu governo agiu com demora e disse que não se esperou "um dia, dois dias, três dias" para agir.
A presença de socorristas internacionais chegava na quinta-feira a 3 mil, segundo números da ONU, e o número de pessoas salvas durante a semana que estão na Venezuela chegou a 13.
O último deles foi o do venezuelano Hernán Gil, de 43 anos, que foi resgatado após oito dias sob os escombros de um edifício depois de uma operação de mais de 72 horas da qual participaram mais de 100 socorristas internacionais.
Durante seu pronunciamento, a presidente interina agradeceu o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos também chefes de governo dos Estados Unidos, Donald Trump; da Espanha, Pedro Sánchez; da Itália, Giorgia Meloni; e de El Salvador, Nayib Bukele.
Rodríguez assegurou que todas as vítimas fatais serão devidamente identificadas. "Eu disse desde o início: ninguém vai para uma vala comum", declarou Rodríguez em uma coletiva de imprensa. "Primeiro, faremos a identificação por impressão digital", afirmou, ou por fotografia e, "nos casos em que isso não for possível, recorreremos à odontologia forense".
O governo venezuelano não divulgou números sobre pessoas desaparecidas, embora as Nações Unidas tenham estimado que esse total possa chegar a 50 mil pessoas.
md (EFE, AFP)
Socorristas retiram homem vivo de escombros oito dias após terremotos
Equipes de resgate retiraram com vida um segurança de 43 anos nesta quinta-feira (02/07) de um subsolo que havia desabado, encerrando uma operação exaustiva de vários dias que se tornou um símbolo de esperança após a devastação causada por dois terremotos que atingiram a Venezuela oito dias atrás.
Hernán Alberto Gil Flores foi resgatado em segurança após ficar preso, desde 24 de junho, sob os escombros do subsolo do shopping center Galerías Playa Grande, na cidade litorânea de La Guaira. As equipes de resgate haviam feito contato inicial com ele durante o fim de semana.
Gil Flores, que trabalhava como segurança no turno da noite no complexo, estava dentro de sua pequena guarita quando o primeiro tremor violento ocorreu. Enquanto a estrutura de concreto ao redor desabava, a guarita resistiu, protegendo-o de ser esmagado pelos escombros e criando uma bolsa de ar vital.
"Quando o encontramos, ele pediu que não contássemos à esposa que estava vivo, caso não resistisse", disse Minyar Collado, socorrista da Cruz Vermelha da Costa Rica, à agência de notícias AP. Uma equipe especializada da Cruz Vermelha da Costa Rica detectou sinais de vida e estabeleceu contato com ele no domingo.
Sua esposa, Gusbimar González, disse que viveu dias de desespero antes de as equipes de resgate fazerem contato, mas que, "quando soube que ele estava vivo, vi um raio de luz na escuridão". O casal tem dois filhos, de 8 e 10 anos.
A operação foi coordenada por uma equipe de busca e resgate urbano de bombeiros chilenos, que trabalharam ininterruptamente ao lado de equipes especializadas dos Estados Unidos, Portugal e México, entre outros. "Nós nunca o deixaríamos aqui", disse Collado antes do resgate.
Resgate dramático
As equipes de resgate enfrentaram condições estruturais extremamente instáveis, chuvas torrenciais e réplicas constantes para abrir caminho até o sobrevivente. Eles utilizaram uma câmera telescópica para manter contato constante com Gil Flores, passando água e nutrientes líquidos por uma abertura estreita para mantê-lo hidratado durante os três dias finais da operação de resgate.
María Paz Campos, uma bombeira chilena experiente, conversou com ele durante toda a operação e o manteve calmo nas horas finais e angustiantes de quinta-feira.
Em um vídeo divulgado pelos bombeiros chilenos nas horas que antecederam o resgate, Gil Flores aparece desenhando, aparentemente para passar o tempo. Campos então lhe pede gentilmente que olhe para a câmera e use óculos de proteção.
"Preciso que você mantenha os óculos, por causa das pequenas partículas que estão caindo, para evitar que entrem nos seus olhos", disse Campos ao sobrevivente venezuelano.
md/cn (AP, ots)
Número de mortos por terremotos na Venezuela sobe para 2.295
O número de mortos pelo duplo terremoto ocorrido na semana passada na região norte da Venezuela subiu para 2.295, informou nesta quarta-feira (01/07) o presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez.
A contagem anterior, divulgada na segunda-feira, indicava 1.943 mortos.
jps (Reuters)
Oposição da Venezuela alerta para fragilidades do Estado após terremotos
A principal coalizão de oposição da Venezuela, reunida na Plataforma Unitária Democrática (PUD), reiterou nesta quarta-feira (01/07) as "graves fragilidades" do Estado para responder aos dois terremotos ocorridos há uma semana.
Em publicação na rede social X, a PUD afirmou que a tragédia também expôs as limitações das instituições públicas diante de uma emergência dessa magnitude.
"Esta tragédia também deixou em evidência as graves fragilidades do Estado para responder a uma emergência desta dimensão, consequência de anos de deterioração institucional que hoje os venezuelanos estão pagando", declarou a coalizão.
A oposição colocou-se à disposição de todos os venezuelanos afetados pelos terremotos e manifestou o compromisso de apoiar e contribuir com os esforços de solidariedade necessários neste momento.
"Àqueles que hoje sofrem a perda de um ente querido, de sua casa ou de sua tranquilidade, reiteramos que não estão sozinhos. A Venezuela voltará a se erguer com a solidariedade de seu povo e com instituições capazes de proteger a vida de todos", acrescentou.
md (EFE)
ONG alerta para proteção de menores após terremotos
A ONG global Plan International alertou nesta quarta-feira (01/07) para a necessidade de proteger crianças e adolescentes no contexto da resposta humanitária após o duplo terremoto que devastou o norte da Venezuela em 24 de junho, especialmente as meninas, devido ao risco de abusos nos abrigos.
A Plan International lembrou que, segundo estimativas do Unicef, cerca de 680 mil crianças e adolescentes estão entre os 1,8 milhão de pessoas que necessitam de assistência humanitária na Venezuela.
Milhares de famílias que perderam suas casas foram transferidas para abrigos temporários e espaços coletivos, onde as crianças enfrentam riscos específicos que exigem atenção prioritária, afirmou a organização.
"Situação nos abrigos aumenta risco de abusos"
"Nos abrigos, basicamente está todo mundo junto: homens, mulheres, meninas e meninos. Não há instalações sanitárias separadas: uma para mulheres e meninas e outra para homens", explicou Geraldine Gómez, consultora da Plan International na Venezuela.
Segundo a organização, essa situação nos abrigos e em moradias superlotadas aumenta os riscos de violência e abuso sexual, especialmente contra meninas e adolescentes.
"Em um dos abrigos, conheci duas mulheres da mesma família que se revezam para descansar: elas têm dois colchões juntos e, enquanto uma cuida das crianças, a outra dorme. Uma delas me contou que às vezes tem medo de adormecer, porque teme que levem sua filha, e que sequer consegue deixar a menina ir sozinha ao banheiro", relatou Gómez.
Por isso, a Plan International afirmou que a resposta humanitária voltada à população afetada deve priorizar, desde o primeiro momento, a proteção das crianças e adolescentes, com a criação de espaços seguros e separados, apoio psicossocial, prevenção da violência de gênero, reunificação familiar e continuidade da educação.
"Crianças são especialmente vulneráveis"
"Em situações de emergência, as crianças ficam especialmente vulneráveis porque perdem os espaços que as protegiam, deixando de ter um local onde possam simplesmente ser crianças e passando a vivenciar toda a carga emocional enfrentada pelos adultos. Se sua proteção não for priorizada desde o início, as consequências serão sentidas no curto e no longo prazo", afirmou Carmen Elena Alemán, diretora regional da Plan International para as Américas.
A Plan International informou que, até o momento, distribui kits de higiene e itens essenciais para o lar, oferece apoio psicossocial e mantém espaços seguros em escolas e comunidades de dois estados da Venezuela. Além disso, prepara ações de educação em situações de emergência e atendimento primário de saúde.
md (EFE)
Socorristas correm contra o tempo
Milhares de socorristas de todo o mundo correm contra o tempo nesta quarta-feira (01/07) para localizar sobreviventes dos terremotos de uma semana atrás na Venezuela, que deixaram cerca de 2 mil mortos, enquanto médicos e enfermeiros atendem, em situação precária, milhares de feridos.
Entre os resgates das últimas horas está o de uma criança de 3 anos que foi encontrada após permanecer quase seis dias presa nos escombros de um prédio no estado de La Guaira, perto de Caracas, o mais devastado pelos tremores, segundo o governo. Na segunda-feira, outra criança havia sido retirada com vida dos escombros de um edifício também em La Guaira.
Nessa região costeira, um grupo de resgate já tentava havia mais de 30 horas, na noite de terça-feira, retirar Hernán Gil, um venezuelano que está sob os escombros de um prédio na localidade de Catia La Mar. Ele se mantém vivo e vem recebendo hidratação desde que foi localizado, no domingo.
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Reino Unido destina mais de R$ 13 milhões em ajuda humanitária à Venezuela
O Reino Unido destinará mais 2 milhões de libras esterlinas (R$ 13,8 milhões) em ajuda humanitária à Venezuela diante da catástrofe provocada pelos dois terremotos ocorridos nesta semana, informou nesta quarta-feira (01/07) o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Durante a sessão semanal de perguntas ao chefe de governo na Câmara dos Comuns (Câmara Baixa), Starmer afirmou que o Reino Unido igualará as doações feitas pelo público ao chamado Comitê de Emergência para Desastres (DEC, na sigla em inglês), com o objetivo de fornecer ajuda humanitária adicional à Venezuela, até o limite de 2 milhões de libras.
Essa medida se soma aos 2 milhões de libras em recursos iniciais já destinados pelo governo à Venezuela.
"Nossos pensamentos — e tenho certeza de que os de toda a Câmara também — estão com o povo da Venezuela. As cenas de destruição são simplesmente devastadoras", declarou Starmer.
"Destinamos recursos humanitários e mobilizamos equipes especializadas de busca e resgate; hoje posso anunciar que igualaremos as doações públicas de ajuda até o limite de 2 milhões de libras", acrescentou o líder trabalhista.
Esta foi uma das últimas sessões de perguntas de Starmer após ele anunciar sua renúncia na semana passada. No entanto, ele permanecerá no cargo até a eleição do novo líder do Partido Trabalhista e primeiro-ministro. Tudo indica que seu sucessor será o deputado Andy Burnham, ex-prefeito de Manchester.
md (AFP, ots)
Venezuelanos improvisam necrotério em porto de La Guaira
O porto de La Guaira, a área mais devastada pelos terremotos de seis dias atrás na Venezuela, se tornou um necrotério improvisado para onde estão sendo levados os corpos retirados dos escombros de edifícios colapsados.
Médicos legistas com jalecos azuis caminhavam na segunda-feira (29/06) entre dezenas de sacos mortuários empilhados no chão. Alguns corpos já estão em caixões de madeira, também no chão. Perto da tenda branca que concentra a operação, há cerca de uma centena de caixões vazios de um lado e escombros do outro, constataram jornalistas da agência de notícias AFP.
Os terremotos que atingiram o país na quarta-feira, com magnitudes de 7,2 e 7,5 em um intervalo de segundos, devastaram La Guaira, um estado costeiro vizinho a Caracas, cujo porto é um dos mais importantes do país devido à proximidade com a capital.
O último balanço oficial contabilizou 1.943 mortos, mas o número continua aumentando, e os legistas estão sobrecarregados. Nos primeiros dias, feridos e cadáveres foram encaminhados a hospitais da região, mas os necrotérios das unidades de saúde colapsaram rapidamente devido à grande quantidade de óbitos.
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"Arquitetura chavista" pode ter agravado danos de terremotos
Quando o líder venezuelano Hugo Chávez (1999-2013) construiu um conjunto habitacional com seu nome, os novos moradores encontraram um recomeço. Eles haviam sofrido com uma enchente histórica que, uma década antes, devastara Catia La Mar, no estado de La Guaira, na Venezuela.
Agora, um novo desastre se abateu sobre os residentes do complexo Urbanismo Hugo Chávez. Os dois terremotos consecutivos da semana passada derrubaram grande parte dos mais de 190 prédios, colocando-os no centro da tragédia venezuelana.
A região foi a mais impactada pelos tremores. Uma análise de imagens de satélite de Catia La Mar, realizada pelo laboratório AI for Good da Microsoft, determinou que cerca de um terço das quase 30 mil estruturas da cidade foram danificadas.
Ainda é cedo para definir o que levou construções individuais a desmoronarem. Mas engenheiros pedem que o governo audite rapidamente os conjuntos habitacionais públicos que seguem de pé.
A suspeita é que anos de negligência, não aplicação dos códigos de construção e práticas precárias de licenciamento possam ter agravado o custo humano dos terremotos. Os especialistas apontam também para a instabilidade do solo em La Guaira, que aumenta os riscos para a construção de imóveis.
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Número de mortos por terremotos na Venezuela sobe para 1.943
O número de mortos pelo duplo terremoto ocorrido na semana passada na região norte da Venezuela chegou a 1.943, e o de feridos a 10.571, informou nesta terça (30/06) o presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez.
Em uma transmissão do canal estatal "Venezolana de Televisión", Rodríguez indicou que 6.461 pessoas foram resgatadas.
Ele acrescentou que, nos primeiros momentos da emergência, entre 13,4 mil e 13,5 mil pessoas conseguiram sair por meios próprios ou ajudadas por familiares na zona de desastre.
"Temos que nos manter na busca incessante por pessoas com vida. Temos que manter a esperança de continuar encontrando pessoas com vida sob os escombros", pediu.
Nesse contexto, detalhou que 855 edifícios sofreram danos na Venezuela, dos quais 189 "desabaram totalmente".
Além disso, disse, estima-se que aproximadamente 30 mil pessoas, entre visitantes e residentes, estavam nas regiões de Caraballeda e Catia La Mar, em La Guaira, na área mais afetada pelos tremores.
Após os terremotos da última quarta-feira, foram registradas 689 réplicas, explicou o presidente do Parlamento.
jps (EFE)
Mais de 58 mil prédios foram danificados na Venezuela, estima Nasa
Mais de 58 mil edifícios provavelmente foram danificados ou destruídos pelos terremotos que devastaram o norte da Venezuela, segundo uma avaliação preliminar baseada em dados de satélite divulgada nesta terça-feira (30/06) pela agência espacial americana Nasa.
"É provável que cerca de 58.870 edifícios tenham sido danificados ou destruídos em toda a região afetada", afirmam na avaliação os pesquisadores Corey Scher e Jamon Van Den Hoek, da Universidade Estadual do Oregon.
Os cientistas analisaram imagens de radar de alta resolução do satélite Sentinel-1, da Agência Espacial Europeia (ESA), coletadas em 25 de junho, um dia após os terremotos.
"Esta é uma avaliação preliminar e rápida. Ela reflete uma mudança abrupta na superfície consistente com danos", escreveram os pesquisadores, acrescentando que o número deve ser interpretado apenas como um indicador e ainda não foi verificado em campo.
A Nasa indicou ainda que seus satélites estão "fornecendo apoio fundamental, captando imagens e dados para ajudar as equipes em campo a avaliar os impactos e orientar os esforços de resposta".
Edifícios transformados em montanhas de escombros são vasculhados por equipes de resgate e voluntários na esperança de encontrar sobreviventes, uma possibilidade remota seis dias após a tragédia.
cn (AFP)
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