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Setor de eletroeletrônicos tem alta de 11%

O setor eletroeletrônico registrou crescimento de 11% entre janeiro e maio de 2026, segundo a Eletros. Dados da NielsenIQ mostram que o mercado brasileiro de tecnologia e bens duráveis movimentou R$ 51 bilhões no primeiro trimestre, com avanço em faturamento e volume de vendas. Os resultados foram apresentados na abertura da Eletrolar Show All Connected 2026, em São Paulo.

23 jun 2026 - 14h08
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O mercado brasileiro de bens de consumo duráveis mantém trajetória positiva em 2026, impulsionado pela renovação de equipamentos, pela busca por eficiência energética e pela demanda contínua dos consumidores por soluções tecnológicas. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (22), durante a coletiva de imprensa de abertura da Eletrolar Show All Connected 2026, realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo.

Foto: Divulgação / DINO

Em sua 19ª edição, o evento ocorre em um momento favorável para a indústria e o varejo, ao reunir mais de mil fabricantes nacionais e internacionais, cerca de 5 mil marcas e compradores de toda a América Latina. A programação contempla espaços dedicados à inteligência artificial, robótica, automação residencial, mobilidade elétrica, climatização, design, decoração e componentes industriais, além de um amplo ciclo de conhecimento com palestras de especialistas e lideranças do mercado.

A coletiva contou ainda com a participação de Julia Uherek, vice-presidente de Feiras de Bens de Consumo da Messe Frankfurt, que destacou a evolução da Interior Lifestyle South America, edição brasileira da Ambiente, e sua relevância para os segmentos de casa, decoração, design e lifestyle na América Latina. A neuroarquiteta Cris Paola apresentou a Casa All Connected, espaço da Eletrolar Show All Connected dedicado à integração entre tecnologia, automação residencial, inteligência artificial e bem-estar.

Segundo levantamento da Eletros, associação que representa a indústria de eletroeletrônicos, o volume comercializado alcançou cerca de 53,6 milhões de unidades entre janeiro e maio, avanço de 11% na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado foi impulsionado principalmente pela linha branca, que registrou alta de 16%, e pelos produtos portáteis, com expansão de 15%.

Para o presidente-executivo da entidade, Jorge Nascimento, o consumo atingiu um novo patamar no país, mesmo em um cenário marcado por juros elevados e renda pressionada. "Quando olhamos a trajetória dos últimos anos, fica claro que o mercado não está mais preso a oscilações entre picos e vales, mas em um patamar diferente. O resultado de 2026 mostra que, mesmo com crédito mais caro e orçamento apertado, o brasileiro continua destinando uma parcela relevante da renda para conforto, eficiência e tecnologia dentro de casa", afirmou.

Os dados da NielsenIQ reforçam esse cenário ao mostrar que o avanço também se reflete no varejo. No primeiro trimestre de 2026, o mercado brasileiro de tecnologia e bens duráveis movimentou R$ 51 bilhões, com crescimento de 7,4% em faturamento e de 6,4% em volume de vendas na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O desempenho coloca o Brasil em posição de destaque no cenário global de tecnologia e bens duráveis. Segundo a consultoria, enquanto diversos mercados internacionais avançam, principalmente em razão da valorização cambial e do aumento de preços, o resultado brasileiro reflete uma expansão efetiva da demanda.

"O mercado brasileiro de tecnologia e bens duráveis continua demonstrando desempenho superior ao observado na economia brasileira. O avanço simultâneo de faturamento e volume mostra que existe demanda real do consumidor, sustentada pela renovação de equipamentos e pela busca por produtos que entreguem mais eficiência, conectividade e conveniência", avaliou Mateus Baldo, líder de Tech & Durables da NielsenIQ Brasil.

A pesquisa também aponta mudanças importantes nos hábitos de consumo. Pela primeira vez, os canais online responderam pela maior parte do faturamento do setor, alcançando 53,1% das vendas totais. Os marketplaces ampliaram participação e já representam 21,4% da receita do mercado brasileiro de tecnologia e bens duráveis.

Outro destaque está no comportamento do consumidor. Mais da metade das compras ocorre para substituir produtos com defeito, enquanto plataformas digitais e redes sociais ampliam sua influência ao longo da jornada de decisão.

No segmento de televisores, a Copa do Mundo produziu reflexos positivos nas vendas. Dados da NielsenIQ apontam crescimento de 7,5% em unidades e de 11,7% em faturamento nas semanas que antecederam o torneio, impulsionado principalmente pela procura por telas maiores e modelos de maior valor agregado.

"A Copa do Mundo produziu reflexos positivos nas vendas de televisores. Observamos aumento da demanda por telas maiores e modelos de maior valor agregado, movimento que tende a ganhar intensidade à medida que o torneio avança", observou o executivo.

Para o presidente do Grupo Eletrolar, Carlos Clur, os resultados apresentados durante a coletiva refletem uma transformação que já alcança diferentes segmentos da economia e do consumo. "A tecnologia deixou de ser um diferencial para se tornar parte da rotina dos consumidores. Hoje ela está presente nos eletrodomésticos, nos sistemas de segurança, nos equipamentos de entretenimento e nas residências conectadas. O crescimento observado pela indústria e pelo varejo mostra que inovação, conectividade e eficiência já influenciam diretamente as decisões de compra e os investimentos das empresas", avalia.

Website: https://eletrolarshow.com.br/

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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