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Seis pessoas são condenadas por vender carne de cavalo no RS

Depois de moída, a carne do animal era usada em sanduíches vendidos em lanchonetes

21 fev 2024 - 08h43
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Seis pessoas foram condenadas por envolvimento em um esquema de comercialização de carne de cavalo imprópria para o consumo na Serra Gaúcha. A decisão, da Juíza Taise Velasquez Lopes, da 4ª Vara Criminal de Caxias do Sul, reconheceu a formação de organização criminosa e crimes contra a relação de consumo.

Foto: Freepik / Porto Alegre 24 horas

De acordo com a investigação, a carne era moída e utilizada em sanduíches vendidos em lanchonetes da região, sem qualquer inspeção sanitária ou controle de qualidade, colocando em risco a saúde pública.

Reny Mezzomo, um dos envolvidos, já faleceu e teve sua punibilidade extinta. As penas para os demais condenados variam de cinco a cinco anos e quatro meses de reclusão.

A investigação, desencadeada em 2021, revelou que Reny e seu filho Eduardo Mezzomo eram responsáveis pela aquisição e abate dos animais. Alexandre Gedoz auxiliava no corte e comercialização. Daniel Gnoatto, além da distribuição, moía a carne e preparava os hambúrgueres, tarefa também realizada por Ismael Lima e Marcos André de Bortoli.

A magistrada destacou a gravidade do esquema, que colocava em risco a saúde da população. Ela também salientou que a irregularidade não se restringia à venda de carne de cavalo, mas ao desrespeito às normas de inspeção e de relação de consumo.

Os donos dos estabelecimentos que vendiam os sanduíches foram absolvidos. A juíza considerou que, embora comprassem a carne sem exigir notas fiscais, não havia provas de que eles sabiam da procedência imprópria ou da intenção de ludibriar os clientes. A decisão ainda cabe recurso.

Porto Alegre 24 horas
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