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Saiba qual descoberta rendeu o prêmio do Nobel de Medicina de 2025

Os pesquisadores americanos Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi foram os ganhadores do prêmio

6 out 2025 - 18h26
(atualizado às 18h29)
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Três cientistas—os americanos Mary E. Brunkow e Fred Ramsdell e o japonês Shimon Sakaguchi—levaram o Prêmio Nobel de Medicina de 2025. O reconhecimento veio por uma descoberta fundamental: como o nosso sistema imunológico consegue evitar atacar as estruturas do próprio corpo. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira, dia 6, pela Assembleia do Nobel, sediada no Instituto Karolinska, na Suécia.

Brunkow, Ramsdell e Sakaguchi vão dividir o prêmio em dinheiro, que soma 11 milhões de coroas suecas (o equivalente a R$ 6,2 milhões)
Brunkow, Ramsdell e Sakaguchi vão dividir o prêmio em dinheiro, que soma 11 milhões de coroas suecas (o equivalente a R$ 6,2 milhões)
Foto: Prêmio Nobel/ Divulgação / Perfil Brasil

Segundo o g1, trabalho do trio desvendou o que os cientistas chamam de tolerância imune periférica. Essa descoberta é crucial, pois explica o mecanismo que o sistema de defesa usa para diferenciar o tecido que faz parte do organismo dos agentes invasores, como vírus e bactérias.

Esse conhecimento já está ajudando muito a ciência. As descobertas estão no centro do desenvolvimento de novos tratamentos contra doenças complexas, como o câncer e as doenças autoimunes, e prometem transplantes de órgãos mais bem-sucedidos, de acordo com o g1. Várias terapias baseadas nesse achado já estão em fase de testes.

Brunkow, Ramsdell e Sakaguchi vão dividir o prêmio em dinheiro, que soma 11 milhões de coroas suecas (o equivalente a R$ 6,2 milhões).

De acordo com o g1, pesquisa dos laureados mostrou como o sistema imunológico é mantido "na linha" e por que ele não age de forma destrutiva contra o próprio organismo. Eles identificaram as chamadas células T reguladoras. Simplificando, essas células funcionam como os "guardiãs" do sistema imune, com a função de impedir que outras células de defesa, os linfócitos, ataquem tecidos e órgãos saudáveis do corpo.

Olle Kämpe, presidente do Comitê Nobel de Medicina, afirmou que essas descobertas foram decisivas para entender o funcionamento do sistema imunológico e por que nem todas as pessoas acabam desenvolvendo doenças autoimunes graves.

O japonês Shimon Sakaguchi publicou seu trabalho em 1995. Na época, ele mostrou que a tolerância imunológica não dependia apenas da eliminação de células de defesa perigosas no timo (um processo chamado tolerância central), como se pensava. Ele foi o responsável por identificar um tipo novo de célula imune, as T reguladoras, que têm o poder de proteger o corpo contra as doenças autoimunes.

Alguns anos depois, em 2001, os americanos Mary Brunkow e Fred Ramsdell fizeram uma descoberta importante: uma mutação no gene FOXP3 estava por trás da síndrome autoimune grave conhecida como IPEX. Eles demonstraram que esse gene é essencial para o desenvolvimento das mesmas células T reguladoras, segundo o g1. Com base nisso, Sakaguchi conseguiu confirmar, dois anos depois, que o FOXP3 era o responsável por controlar as células que ele havia descrito.

Perfil Brasil
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