Imprensa internacional repercute rejeição de Jorge Messias ao STF
Veículos como Washington Post e El País destacaram a decisão do Senado como um revés sem precedentes em mais de um século, expondo o enfraquecimento da articulação política do governo
A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado tornou-se o principal foco de análise da imprensa internacional sobre a política brasileira. Por um placar de 42 votos contrários a 34, o advogado-geral da União não obteve os 41 votos mínimos necessários para assumir a cadeira no plenário. O resultado marcou um momento histórico, sendo a primeira vez que o Senado rejeita um nome indicado ao Supremo desde 1894, ainda sob a presidência de Floriano Peixoto.
A decisão do plenário veio após oito horas de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde Messias havia conseguido avançar com um placar de 16 votos favoráveis e 11 contrários.
Repercussão global da rejeição de Jorge Messias
Grandes veículos de comunicação ao redor do mundo classificaram o episódio como uma falha grave na base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Washington Post (EUA): O jornal norte-americano descreveu o desfecho como um "golpe político" do Legislativo contra o presidente, enfatizando o ineditismo da decisão em mais de 130 anos.
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El País (Espanha): Para o diário espanhol, a situação configurou uma "derrota histórica" para Lula, sugerindo que o sentimento de "punir o presidente" foi o fator predominante entre os senadores.
- Reuters: A agência internacional de notícias classificou o episódio como uma "derrota pesada", pontuando que a escolha de Messias irritou lideranças no Senado, especificamente Davi Alcolumbre, que teria pressionado por um nome alternativo para a vaga de Luís Roberto Barroso.
Internamente, o governo já iniciou o processo de contenção de danos, avaliando inclusive a demissão de aliados de Alcolumbre como resposta ao placar histórico de rejeição.
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