Script = https://s1.trrsf.com/update-1781718913/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Saiba por que o Brasil perdeu o direito de exportar carne para a Europa

Entenda a polêmica sanitária que barrou os produtos brasileiros e os riscos bilionários para o agronegócio nacional

6 jun 2026 - 11h03
Compartilhar
Exibir comentários

A União Europeia publicou um documento oficializando a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar proteínas e produtos de origem animal para o bloco econômico. O anúncio oficial ocorreu na quinta-feira (4), e determina que o território brasileiro fica proibido de vender carne para os países europeus a partir do dia 3 de setembro deste ano. O motivo do banimento foi o descumprimento das regras rígidas do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária, que são substâncias utilizadas para tratar infecções e também como promotores de crescimento dos animais. Com a nova atualização regulatória, o Brasil perdeu o direito de enviar carne bovina, frango, cavalo, tripas, peixes e mel, enquanto vizinhos do Mercosul como Argentina, Uruguai e Paraguai continuam totalmente autorizados.

As entidades nacionais do agronegócio reagiram com forte preocupação ao anúncio do veto europeu
As entidades nacionais do agronegócio reagiram com forte preocupação ao anúncio do veto europeu
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

O ponto crítico do impasse é que o governo brasileiro não apresentou as informações exigidas pela Comissão Europeia dentro do prazo estipulado pelas autoridades sanitárias internacionais. De acordo com as informações publicadas pelo portal g1, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, afirmou que o Brasil poderá retornar para a lista de exportadores assim que comprovar o cumprimento dos requisitos exigidos. O Ministério da Agricultura e Pecuária chegou a banir o uso de substâncias específicas como a avoparcina e a virginiamicina no início do ano, mas o bloco europeu exige restrições ainda maiores ou uma comprovação severa de rastreabilidade. O comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen, defendeu publicamente a medida restritiva ao declarar que "nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona".

As entidades nacionais do agronegócio reagiram com forte preocupação ao anúncio do veto europeu, que coincide com o período de início do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel, Renato Azevedo, criticou duramente a exclusão e sugeriu uma motivação geopolítica por trás do documento técnico. O executivo declarou de forma enfática que "é algo político, visto que há uma grande pressão dos europeus para barrar produtos brasileiros depois do acordo do Mercosul". Ele também complementou explicando o cenário do seu setor: "Para o mel, é totalmente descabido falar em risco de uso excessivo de antibióticos, considerando que o Brasil é o principal produtor de mel orgânico do mundo". A União Europeia representa atualmente o segundo maior mercado comprador para as carnes gerais produzidas no Brasil, respondendo por uma fatia de 5,7% de todo o valor exportado pelo País.

Perfil Brasil
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra