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RS completa dois anos da enchente histórica com obras pendentes e alerta de novo El Niño

Estado investe na reconstrução, enquanto sistemas de proteção seguem em adaptação em Porto Alegre e outras regiões

29 abr 2026 - 20h48
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Dois anos após a enchente histórica de 2024, o Rio Grande do Sul ainda enfrenta desafios na reconstrução de áreas atingidas e na ampliação de medidas de prevenção a novos desastres climáticos. A tragédia, considerada a maior já registrada no Estado, provocou mortes, deixou milhares de desabrigados e causou danos em infraestrutura urbana e rural.

Foto: TV Brasil/Divulgação / Porto Alegre 24 horas

De acordo com dados do governo do Estado, com base em balanços da Defesa Civil atualizados em agosto de 2025, 478 municípios gaúchos foram afetados pelas enchentes. O número total de pessoas impactadas chega a 2.398.255, com 806 feridos. No período mais crítico, em 19 de maio de 2024, o Estado registrou um pico de 581.638 pessoas desalojadas.

Desde então, o governo estadual implementou o Plano Rio Grande, voltado à recuperação de estruturas públicas e apoio à população atingida. Os investimentos incluem obras em estradas, escolas e unidades de saúde, além de ações de assistência social e estímulo à atividade econômica.

Na Capital, o sistema de proteção contra cheias segue como um dos principais focos de atenção. Intervenções em casas de bombas, diques e comportas estão em andamento, com cronogramas que se estendem pelos próximos anos, conforme o Departamento Municipal de Água e Esgotos.

Especialistas apontam que, embora haja avanço em obras e monitoramento, parte das intervenções estruturais ainda não foi concluída. Também são citados desafios como a ocupação de áreas de risco e a necessidade de melhorias nos sistemas de drenagem urbana.

No campo da prevenção, o Estado ampliou o monitoramento climático, com novos equipamentos e plataformas de acompanhamento em tempo real.

Órgãos meteorológicos nacionais, como o Instituto Nacional de Meteorologia, indicam a possibilidade de períodos de maior instabilidade no Sul do país, o que mantém o acompanhamento constante das condições climáticas.

Além das ações estaduais, o governo federal destinou recursos para apoio emergencial, reconstrução e linhas de crédito. Parte desses valores ainda está em execução, com repasses voltados a municípios, empresas e famílias atingidas.

Dois anos após a tragédia, o Estado mantém ações de reconstrução em andamento, enquanto órgãos públicos e equipes técnicas acompanham a evolução das obras e das condições climáticas, principalmente nas regiões mais afetadas.

Porto Alegre 24 horas
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