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Estudantes da USP votam para permanecer em greve após negociação com reitoria

Alunos da universidade rejeitaram proposta de pró-reitores da universidade e terão nova rodada de negociação nesta quinta-feira, 30

29 abr 2026 - 21h46
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Um dia depois de negociar com a reitoria, os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) decidiram permanecer em greve. Em uma Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira, 29, no prédio da Faculdade de Medicina, na Avenida Dr. Arnaldo, os alunos debateram as propostas apresentadas e votaram por continuar paralisados.

Os estudantes reivindicam reajustes nos auxílios do Programa de Apoio à Formação e Permanência Estudantil (Papfe); melhorias no Restaurante Universitário (RU), o bandejão; ampliação de políticas de inclusão na universidade, como o estabelecimento de cotas para pessoas trans; autonomia dos Espaços Estudantis; entre outras pautas relacionadas à permanência estudantil e ao aprimoramento da infraestrutura do campus.

Com a proposta da reitoria rejeitada (veja abaixo o que foi proposto), está agendada uma nova rodada de negociações entre os diretores da USP e representantes estudantis.

Os alunos estão paralisados desde o último dia 14 e em greve desde a última quinta-feira, 23. De acordo com o Diretório Central dos Estudantes (DCE) Alexandre Vannucchi Leme, 104 cursos aderiram ao movimento de protesto.

Os alunos paralisaram as atividades em apoio aos servidores da universidade, que cruzaram os braços após a USP estabelecer uma bonificação salarial apenas para os docentes da instituição. Após negociações, o Sintusp, Sindicato dos Trabalhadores da USP, decidiu encerrar a greve.

Propostas da reitoria

Entre as propostas apresentadas pelos pró-reitores está a criação de um grupo de trabalho formado por seis docentes e seis estudantes para discutir a questão dos espaços estudantis nos diferentes campi da universidade.

Também foi proposto o reajuste dos auxílios do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe) com base na inflação. Atualmente, os valores pagos são de R$ 885 mensais na modalidade integral e R$ 330 na modalidade parcial com moradia, beneficiando 17.587 estudantes, segundo a USP.

Os alunos, no entanto, defendem que o auxílio passe a equivaler ao salário mínimo paulista, atualmente em R$ 1.804, além de pedirem pela ampliação do programa para alcançar um número maior de beneficiários.

Outra medida sugerida pela reitoria é a criação de um programa de bolsas destinado exclusivamente a estudantes ingressantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Em relação ao bandejão, a universidade propôs realizar aditamentos nos contratos vigentes dos Restaurantes Universitários para garantir a oferta de café da manhã, almoço e jantar de segunda a sexta-feira, além de café da manhã e almoço aos sábados. Essas exigências também deverão ser incorporadas às futuras licitações para contratação de novas empresas.

Os pró-reitores também se comprometeram a encaminhar a discussão sobre a implementação de cotas para pessoas trans e indígenas à Câmara de Cursos e Ingresso (CCI) do Conselho de Graduação (CoG) da USP, com a participação de estudantes no debate.

Os problemas estruturais da moradia estudantil, especialmente os apontados no Conjunto Residencial da USP (Crusp), serão tratados pela Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP). Nos campi localizados em outras cidades, a universidade afirmou que buscará diálogo com as prefeituras locais ainda neste semestre.

Por fim, também foi garantida pela reitoria a discussão sobre a implementação de uma linha de ônibus gratuita para a comunidade universitária, conectando o Quadrilátero Direito/Saúde ao campus Butantã, na capital, além da criação de transporte entre os campi de São Carlos e Lorena.

Estadão
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