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Rodoanel vai retirar 15% dos caminhões das ruas de SP quando estiver pronto

Previsão de término é o segundo semestre de 2026, quando os 177 km finalmente forem entregues, depois de 24 anos de espera

7 set 2026 - 08h10
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Resumo
Após 24 anos e R$ 26 bilhões investidos, a conclusão do Rodoanel Mário Covas promete retirar 15 mil caminhões por dia das vias de São Paulo, o equivalente a 15% da frota pesada diária da capital. Com 177 km de extensão total, a obra visa desviar o tráfego pesado que cruza a metrópole para acessar grandes rodovias, reduzindo acidentes e custos de manutenção. A previsão é fechar o anel rodoviário no segundo semestre deste ano, com a entrega dos últimos 20 km do Trecho Norte.

A ideia de criar um anel viário em torno de São Paulo surgiu nos anos 1950, quando foram feitos os primeiros estudos, mas o projeto só ganhou força depois de 1990.

A Região Metropolitana de São Paulo é um dos maiores entroncamentos rodoviários do Brasil e por ela passam, nascem ou terminam dez importantes rodovias estaduais e federais: Anhanguera, Bandeirantes, Anchieta, Imigrantes, Fernão Dias, Raposo Tavares, Dutra, Ayrton Senna, Castelo Branco e Régis Bittencourt.

O grande problema é que, para acessar corredores de cargas, era necessário passar por dentro da cidade, trazendo para o trânsito paulistano um ônus injusto para quem vive na cidade.

Quando estiver completo, com seus 177 km, o Rodoanel Mário Covas terá consumido, em números corrigidos e após 24 anos de obras, um total de R$ 26 bilhões.

A obra tem potencial para retirar das principais vias da cidade cerca de 15 mil caminhões por dia, de um universo de 100 mil caminhões que rodam pela capital diariamente, segundo levantamento da CET. Com essa estimativa é possível concluir que rodoanel vai retirar 15% dos caminhões das ruas de SP quando estiver pronto.

O especialista Rafael Drumond, mestre em Planejamento Urbano, considera o Rodoanel uma obra que representa uma importante conquista para a região Metropolitana de São Paulo. "É um projeto que já contribui para diminuir o número de acidentes, preservar a infraestrutura urbana e reduzir os custos públicos de manutenção das vias de São Paulo. No curto prazo, a obra também poderá melhorar a fluidez do trânsito e as condições de circulação nas regiões que antes concentravam esse tipo de veículo", diz o urbanista.

Apesar disso, Drumond faz a ressalva: "É importante entender que esse ganho de fluidez não significa que o problema do congestionamento estará resolvido, já que em São Paulo, estima-se que apenas 15% dos automóveis em circulação já sejam suficientes para provocar congestionamentos", conclui.

O Trecho Norte teve seus primeiros quilômetros oficialmente inaugurados em 22 de dezembro do ano passado depois de mais de 13 anos desde o início das obras e a retomada dos trabalhos em abril de 2024, após uma paralisação de seis anos.

O trecho entregue compreende 24 km na ligação das rodovias Fernão Dias (BR-381) e Presidente Dutra (BR-116).

Quando completo, vai servir para retirar da Marginal Tietê os veículos que partem de Minas Gerais, do Vale do Paraíba e do Rio de Janeiro para o Sul do país.

A previsão para a inauguração dos 20 km que ainda faltam no Trecho Norte é o segundo semestre deste ano. Este segmento vai da interligação até a Rodovia dos Bandeirantes fechando, finalmente, o anel viário em torno da Região Metropolitana de São Paulo, após 24 anos de espera.

Estadão
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