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Quem é Rafael Renard, empresário que tentou fugir da PF de lancha em operação contra o PCC?

1 set 2025 - 16h33
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O empresário Rafael Renard Gineste foi preso na última quinta-feira (28), durante a Operação Carbono Oculto, após tentar fugir de lancha. Ele já havia sido condenado em 2016 por corrupção ativa.

O empresário Rafael Renard Gineste foi detido após uma tentativa de fuga em uma lancha de luxo ancorada em Bombinhas, Santa Catarina
O empresário Rafael Renard Gineste foi detido após uma tentativa de fuga em uma lancha de luxo ancorada em Bombinhas, Santa Catarina
Foto: PF / Perfil Brasil

Quem é Rafael Renard Gineste?

Aos 45 anos, Gineste é sócio-administrador da F2 Holding Investimentos Ltda. Segundo a Polícia Federal, ele fazia parte de um esquema de movimentação financeira que utilizava empresas de fachada e holdings para ocultar a origem do dinheiro. Postos de combustíveis e fundos de investimento serviriam para dar aparência legal aos recursos. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

O histórico judicial reforça sua ligação com esquemas ilícitos. Segundo a Amapar (Associação dos Magistrados do Paraná), o juiz Juliano Nanuncio, da 3ª Vara Criminal de Londrina, condenou em 2016 um grupo de 42 réus na Operação Publicano. Entre eles, Gineste recebeu pena de quatro anos e oito meses por pagar propina a auditores da Receita Estadual. Documentos no Tribunal de Justiça do Paraná e no Superior Tribunal de Justiça citam seu nome em processos e habeas corpus relacionados ao caso.

A investigação atual, porém, não associa diretamente o empresário às compras feitas pelo PCC. A defesa dele não foi localizada.

A maior ofensiva contra a infiltração do PCC na economia

A Operação Carbono Oculto é considerada a maior ação conjunta contra a facção no setor econômico. Cerca de 1.400 agentes da Polícia Federal, da Receita Federal e do Ministério Público de São Paulo cumpriram 200 mandados em dez estados, mirando 350 alvos.

O esquema desmantelado movimentou R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, de acordo com a Receita. A estrutura criminosa atuava principalmente em postos de combustíveis, mas também em transações imobiliárias e fundos de investimento. Foram identificados 40 fundos controlados pelo grupo, com patrimônio de R$ 30 bilhões, alguns deles administrados a partir da Avenida Faria Lima, em São Paulo.

Fora do noticiário policial, Gineste mantém vida discreta. Pouco ativo em redes sociais, aparece publicamente apenas em registros ligados à F2 Holding e aos processos em que figura como réu.

Perfil Brasil
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