Quando levar a criança à emergência? Veja as orientações de pediatra
Guia ajuda famílias a identificar falta de ar, desidratação e outros sinais de alerta no frio
Com a alta de doenças respiratórias no frio, a SPRS orienta que resfriados leves sejam tratados em casa ou em postos de saúde. A ida à emergência pediátrica é indicada apenas para sinais graves, como dificuldade para respirar, sonolência excessiva, desidratação, bebês com menos de dois meses com febre e crianças com doenças crônicas. O uso consciente dos hospitais reduz o contágio, enquanto especialistas alertam para a importância da vacinação contra a gripe diante da baixa cobertura atual.
O avanço das doenças respiratórias na infância durante o período de frio aumentou expressivamente a procura por emergência pediátrica. Para orientar as famílias e garantir que os prontos-socorros atendam prioritariamente casos graves, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) divulgou recomendações sobre como diferenciar quadros simples de emergências médicas.
Segundo o médico João Ronaldo Mafalda Krauzer, 1º secretário da SPRS, resfriados e gripes em crianças possuem origem viral e costumam evoluir de forma autolimitada, podendo ser acompanhados em casa sob orientação do pediatra. A ida ao hospital é indispensável ao surgirem sinais de gravidade, como dificuldade para respirar, respiração acelerada, pausas respiratórias, lábios arroxeadosis, sonolência excessiva ou apatia.
Também exigem avaliação urgente a recusa de líquidos, a diminuição da urina, a ausência de lágrimas no choro e o desidratação infantil. Bebês com menos de 60 dias que apresentem febre em recém-nascidos devem passar por atendimento imediato, assim como crianças com doenças cardíacas, neurológicas, pulmonares ou imunocomprometidas. Sintomas como tosse, coriza e febre isolados, se a criança continuar ativa e hidratada, devem ser avaliados em unidades básicas de saúde.
A entidade ressalta que o uso consciente das emergências evita a exposição a outros vírus e recorda a importância da vacina da gripe e da prevenção ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Em Porto Alegre, dados da Secretaria Municipal de Saúde indicam 6.078 internações respiratórias no primeiro semestre de 2026, com crianças menores de cinco anos e idosos representando 75,3% dos casos, enquanto a cobertura vacinal infantil contra a influenza atingiu apenas 25,98% do público-alvo em maio.
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