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Projeto Teatro Cidadão oferece formação artística gratuita a jovens da periferia de São Paulo

7 dez 2018 - 17h46
(atualizado em 7/12/2018 às 17h16)
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A estudante Brenda Pereira, de 14 anos, nunca havia feito teatro. A oportunidade surgiu por meio do projeto Teatro Cidadão, realizado pelo Teatro Commune com apoio da Lei de Fomento ao Teatro da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Foto: Teatro Commune / DINO

As oficinas gratuitas de teatro abriram novas perspectivas para Brenda. De menina tímida, ela se tornou comunicativa e passou a ter mais confiança em si própria. E descobriu que tem talento para interpretar. Atualmente, não sabe se quer ser atriz ou se investe na carreira militar, para a qual estuda em um cursinho preparatório.

Criado em 2005, o projeto Teatro Cidadão, que completa 13 anos, já capacitou cerca de 800 jovens para o teatro e para as artes do palco. Durante quatro meses, jovens de 14 a 27 anos de diversas comunidades periféricas e do Centro de São Paulo têm aulas gratuitas de interpretação, iluminação, sonoplastia, produção cultural, cenografia, adereços, comunicação e figurino.

"Nosso objetivo é formar jovens cidadãos dentro do universo teatral e ajudar na profissionalização destes jovens, para que possam aprender novas habilidades, gerar renda própria e ingressar no mercado de trabalho", diz Augusto Marin, ator, diretor e gestor do projeto e do Teatro Commune. "É uma produção inclusiva e sustentável alinhada à educação, visando não só a qualificação profissional, mas também o desenvolvimento humano integral e o exercício da cidadania. Estimulamos o trabalho em equipe e a autonomia num dos setores que mais cresce no mundo que é o da cultura e do entretenimento. " Para Marco Antônio Braz, diretor da montagem, o projeto tem uma importância fundamental por apresentar o teatro e suas vertentes a pessoas que não teriam condições materiais de ter acesso a este conhecimento.

MONTAGEM E APRESENTAÇÃO DE MORTE E VIDA SEVERINA

O curso termina sempre com a apresentação de uma peça. São os alunos que escolhem o tema, ajudam na montagem e atuam. Este ano, o grupo tem nove alunos e o espetáculo escolhido foi uma adaptação do poema Morte e Vida Severina, do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto. A direção e a adaptação são do diretor teatral Marco Antônio Braz.

O clássico poema, lançado em 1955, conta a história de Severino e sua saga em fugir da fome, da miséria e da violência do sertão nordestino. Retrata a trajetória dele em direção ao mar, onde acredita poder ter melhores condições de vida. Apesar de todo o sofrimento encontrado durante a jornada, ao cruzar com outros "severinos" que tem vida semelhante à sua, o poema termina de forma positiva. O nascimento de uma criança faz com que Severino reencontre o sentido da vida. "João Cabral finalizou o poema de modo alegre, já que o nascer de uma criança nos resgata de nossos conflitos e nos lembra que a vida continua", diz Braz.

Na adaptação, o poema ganha versão atual e urbana ao ser recitado em forma de rap. " A graça foi encontrar esse filtro contemporâneo. Os alunos o trouxeram a partir de suas vivências e culturas. Nele, cria-se a relação entre o rap e o repente". A adaptação também amplia o conceito do texto do poema. "Queremos mostrar que estamos todos caminhando no deserto da vida, à procura de uma utopia ou de um descanso final, seja no sertão ou na cidade", afirma Braz.

A cena urbana é retratada no cenário e no figurino criado por Telumi Hellen. "Optamos pelo espaço atemporal da caixa preta, sem horizonte, somada às cadeiras pretas que configuram lugares por onde o Severino vem encontrando outros severinos, na aridez da cidade, nas injustiças contra o povo", explica Telumi Hellen. Ela conta que o grupo também optou por roupas que retratassem os severinos urbanos, em tons de cinzas da dureza do concreto, sem gênero ou acessórios fashionistas. "Um figurino que representa a objetificação do humano e sua resistência pela identidade, expressada pela voz do coro através do rap".

SERVIÇO:

Espetáculo: Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto

Quando: Sexta (14/12) às 20h | Sábado (15/12) às 19h e às 21h |Domingo 16/12 às 19h30

Onde: Teatro Commune

End.: Rua da Consolação, 1218 (ao lado do metrô Higienópolis Mackenzie) .

Mais informações: (11) 3476-0792 - 97665-2205 (Falar com Augusto Marin)

Site: www.commune.com.br

Ficha Técnica

Elenco: Dom Capelari, Richard Lucas, Paulo Eduardo, Guilherme Monção, Gabriel de Barros, Brenda Vitória, Nailton Mota, Beatriz Faina, Mayara Nagy, Paulo Dantas (musica).

Monitores: Gabriel Max e Anderval Areias

Sonoplastia: Paulo Dantas

Montagem: Manoel Cabral

Iluminação: Agnaldo Nicoleti, Éder Pires e alunos

Cenários, Figurinos e Adereços: Telumi Hellen e Alunos

Design: Rony Costa

Foto e Vídeo: Jamil Kubruk

Estagiárias: Tatiana Teixeira, Brigite Shiroma e Thaís Hernandes

Ass. de Imprensa: Regina Terraz

Produção: Roselaine Araujo

Administração: Silvia Luvizotto

Direção: Marco Antonio Braz

Assistente Direção: Gabriel Max

Coordenação Geral: Augusto Marin

Realização: Teatro Commune

Website: http://www.commune.com.br

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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