Projeto Pescar celebra 50 anos com foco na formação de jovens em situação de vulnerabilidade
Fundação destaca impacto social da iniciativa, que já capacitou mais de 40 mil adolescentes e jovens em diferentes regiões do Brasil
A Fundação Projeto Pescar completou 50 anos nesta terça-feira (20), consolidando uma trajetória voltada à formação socioprofissional de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social. Criada em 1976 pelo empresário gaúcho Geraldo Linck, a iniciativa atua atualmente em 12 estados e 40 municípios brasileiros, com 67 unidades em funcionamento dentro de empresas e organizações parceiras.
Ao longo de cinco décadas, o programa já beneficiou mais de 40 mil jovens por meio de cursos gratuitos que unem capacitação profissional, desenvolvimento humano e incentivo à cidadania. A proposta busca ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho para participantes, prioritariamente entre 14 e 19 anos.
Segundo a presidente voluntária da Fundação Projeto Pescar, Adriana Loiferman, o projeto vai além da qualificação técnica. De acordo com ela, a metodologia também trabalha aspectos ligados à autoestima, autonomia e fortalecimento de valores, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e social dos jovens atendidos.
Somente em 2025, a Fundação atendeu mais de 1,7 mil participantes, contando com o apoio de centenas de voluntários, educadores e mantenedores. Atualmente, o Projeto Pescar possui presença internacional por meio da cedência metodológica para iniciativas em Angola, Argentina e Paraguai.
Para participar das seleções, os interessados devem acompanhar a abertura de turmas no site oficial da Fundação. Entre os critérios exigidos está a comprovação de renda familiar per capita de até meio salário mínimo. Os cursos são gratuitos e incluem benefícios como alimentação, transporte e uniforme.
A origem do Projeto Pescar remonta a um episódio presenciado por Geraldo Linck em Porto Alegre, quando decidiu criar oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade após testemunhar um caso de violência urbana. A partir disso, abriu espaço em sua empresa para oferecer formação profissional a adolescentes em busca de uma nova perspectiva de vida.
Como parte das ações comemorativas pelos 50 anos, a Fundação também divulgou uma pesquisa inédita desenvolvida pelo Laboratório de Estudos e Pesquisas em Educação e Economia Social (Lepes), da Universidade de São Paulo. O levantamento ouviu mais de 3 mil ex-alunos formados entre 2018 e 2024 e apontou resultados positivos relacionados à empregabilidade e continuidade dos estudos.
De acordo com o estudo, mais de 90% dos egressos empregados atuam no mercado formal em vagas qualificadas. A pesquisa também revelou que sete em cada dez participantes seguem estudando após a formação e que a média salarial dos ex-alunos supera a média nacional entre jovens trabalhadores.
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