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Super El Niño pode atingir o Nordeste brasileiro? Entenda

O anúncio de que um super El Niño pode afetar a América do Sul levantou o questionamento se o fenômeno pode atingir o Nordeste brasileiro.

18 mai 2026 - 09h42
(atualizado às 09h51)
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Os modelos climáticos internacionais passaram a indicar um cenário mais favorável para o retorno do El Niño ainda em 2026. A atualização mais recente da NOAA, divulgada nesta semana, elevou para 82% a probabilidade de formação do fenômeno entre maio e julho.

Super El Niño.
Super El Niño.
Foto: NOAA/Arquivo Metsul / Portal de Prefeitura

O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, condição capaz de alterar os padrões climáticos em diversas partes do planeta, incluindo o Brasil.

Segundo os dados atualizados do sistema climático CFSv2, utilizados pelos meteorologistas norte-americanos, o aquecimento do Pacífico deve se consolidar ao longo dos próximos meses e permanecer ativo até o fim de 2026 ou início de 2027.

Os impactos previstos para o Brasil variam conforme cada região do país.

Nordeste

No Norte e no Nordeste, os modelos indicam aumento do risco de estiagem, redução das chuvas e temperaturas mais elevadas. Especialistas também apontam possibilidade de crescimento nos focos de incêndio, principalmente em áreas da Amazônia e do semiárido nordestino.

A previsão chama atenção especialmente porque parte do litoral nordestino registrou chuvas acima da média nos últimos meses. Estados como Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Sergipe enfrentaram episódios de acumulados elevados entre abril e maio de 2026.

Com o fortalecimento do El Niño, porém, a tendência apontada pelos modelos climáticos é de redução gradual das precipitações na região nos próximos meses.

Sul

Enquanto isso, o Sul do Brasil pode enfrentar cenário oposto. Os meteorologistas indicam aumento significativo das chuvas, com possibilidade de temporais intensos, enchentes e eventos extremos semelhantes aos registrados recentemente no Rio Grande do Sul.

Os modelos apontam que o pico de intensidade do fenômeno deve ocorrer entre setembro e dezembro deste ano, período considerado mais crítico para os impactos climáticos associados ao El Niño.

Impactos

Além das mudanças nas chuvas, o fenômeno também costuma influenciar temperaturas, produção agrícola, reservatórios de água e até o risco de desastres ambientais em diferentes regiões brasileiras.

Especialistas reforçam que as previsões ainda são monitoradas continuamente e podem sofrer ajustes nas próximas semanas conforme novos dados atmosféricos e oceânicos forem incorporados aos modelos internacionais.

Portal de Prefeitura
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