Polícia faz perícia em carro para tentar identificar autores de assalto à casa de ex-sogros de Bolsonaro
A Polícia Civil tenta identificar os criminosos que assaltaram a casa dos ex-sogros do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Resende, no Sul Fluminense. Os agentes realizaram uma perícia em um Ford Focus levado pelos bandidos e abandonado em uma estrada rural que liga o município a Arapeí, em São Paulo. O crime ocorreu no domingo (24), quando os assaltantes mantiveram como reféns por mais de uma hora Rogéria Nantes Bolsonaro, ex-mulher de Bolsonaro, e os pais dela, de 85 e 86 anos.
Como ocorreu a invasão?
Segundo a Polícia Militar, os ladrões fugiram levando joias, celulares e o carro da família. O veículo foi localizado horas depois pelo 37º BPM, a cerca de 25 quilômetros da residência. Informações iniciais apontam a participação de pelo menos três homens. Dois deles, com rostos cobertos por máscaras e capuzes, teriam invadido o imóvel enquanto outro aguardava no automóvel. Para entrar, os assaltantes usaram uma corda e escalaram o muro. Em seguida, renderam a avó materna do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que abriu a porta da cozinha pouco depois das 8h. Também estavam na casa os idosos e sua filha, Rogéria Nantes Bolsonaro, que foi dominada pelos criminosos.
A confirmação do assalto veio após a publicação de Flávio Bolsonaro nas redes sociais. O senador relatou que sua mãe e seus avós foram ameaçados durante mais de uma hora e tiveram pertences levados.
"Não foi um simples assalto", escreveu Flávio. Segundo ele, o grupo reconheceu sua mãe e fez ameaças. Os bandidos afirmaram que sabiam quem ela era e perguntaram pelo "dinheiro que o Bolsonaro" mandaria para os avós.
"Reviraram a casa inteira. Como não havia dinheiro, levaram alguns anéis e fugiram roubando o carro do meu avô", acrescentou o senador. Ele relatou ainda que, apesar do susto, todos estão bem: "Foi mais de uma hora de terror, com arma na cabeça e boca tampada com fita adesiva".
Um vídeo divulgado junto à postagem mostra Rogéria relatando o episódio. As imagens exibem portas e gavetas abertas, além de objetos espalhados pela residência. No relato, ela disse que os criminosos usavam luvas, mas as retiraram ao prenderem a boca das vítimas. Durante as ameaças, os homens afirmaram ser oriundos da Penha, na Zona Norte do Rio.
"Levaram os celulares, levaram algumas joias. Eles estavam procurando dinheiro. Já vieram certo, porque disseram que os amigos do Bolsonaro tinham dito que aqui tinha dinheiro, que ele mandava dinheiro para cá", declarou. "Parece que já veio mandado", completou.