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Polícia Civil investiga se morte de funcionária em posto de saúde de Porto Alegre tem relação com dedetização

Luciana dos Santos Antônio faleceu após passar mal na Unidade Santíssima Trindade, no bairro Rubem Berta; sindicato aponta negligência em aplicação de inseticida contra a dengue

26 mar 2026 - 12h18
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A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de Luciana dos Santos Antônio, funcionária terceirizada do setor de limpeza da Unidade de Saúde Santíssima Trindade, na Zona Norte de Porto Alegre. Segundo relatos de colegas e familiares, a trabalhadora começou a apresentar sintomas como falta de ar e cansaço excessivo logo após um serviço de dedetização realizado no local em 3 de março. Luciana faleceu na última quinta-feira (19), após sofrer um mal-estar súbito enquanto trabalhava na própria unidade.

Foto: Reprodução/RBS TV / Porto Alegre 24 horas

Na manhã desta quarta-feira (25), um protesto em frente ao posto de saúde reuniu colegas e familiares que cobram respostas sobre a causa do óbito. Fernanda Antônio da Silva, filha da vítima, manifestou o desejo de justiça e a angústia da família em saber se houve relação direta entre a aplicação do produto químico e a parada cardiorrespiratória que vitimou sua mãe. O sindicato da categoria reforçou as críticas, alegando que o protocolo de segurança foi "invertido" e que os trabalhadores não foram devidamente alertados sobre o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para o período pós-aplicação.

Em nota, a Prefeitura de Porto Alegre informou que o inseticida foi aplicado pela Vigilância Sanitária como parte das ações de combate à dengue e que o procedimento seguiu as diretrizes do Ministério da Saúde, incluindo o fechamento do local por duas horas. O Grupo Hospitalar Conceição (GHC), gestor da unidade, lamentou a perda e reiterou que todos os protocolos foram rigorosamente seguidos. O caso agora depende de laudos periciais e do avanço do inquérito policial para determinar se houve exposição indevida a substâncias tóxicas ou se a morte ocorreu por causas naturais não relacionadas ao serviço.

O que diz a Vigilância Sanitária

"No dia 3 de março, foi realizada a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI-Aedes) na Unidade de Saúde Santíssima Trindade. A ação foi programada pela gerência da unidade após o recebimento, em 25 de fevereiro, das orientações da Diretoria de Vigilância em Saúde.

O procedimento seguiu as diretrizes do Ministério da Saúde, que determinam a desocupação temporária dos ambientes por, no mínimo, uma hora. A unidade permaneceu fechada por cerca de duas horas para a aplicação.

Antes da borrifação, foram adotadas as medidas preparatórias previstas, como o afastamento e a proteção de móveis e utensílios. Durante a aplicação, os espaços permaneceram fechados, com acesso restrito à equipe técnica.

A BRI integra as estratégias de controle do mosquito Aedes aegypti e já foi realizada em 20 serviços de saúde do município em 2026. O produto utilizado é regularizado e fornecido pelo Ministério da Saúde, e a técnica é adotada em Porto Alegre desde 2024, conforme orientações nacionais.

A Secretaria Municipal de Saúde manifesta pesar pelo falecimento da trabalhadora terceirizada que atuava na unidade e se solidariza com familiares e colegas."

Com informações: G1

Porto Alegre 24 horas
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