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Petróleo cai quase US$2 após avanço de negociações no Oriente Médio

27 out 2026 - 17h10
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Resumo
Os futuros do petróleo caíram quase US$ 2 com negociações de paz no Oriente Médio, fechando o Brent a US$ 113,88 e o WTI a US$ 99,90. Apesar da queda, os preços seguem próximos das máximas de seis meses diante de ataques houthis a refinarias sauditas e riscos no Estreito de Ormuz. A baixa não deve baratear os combustíveis ao consumidor devido aos custos de refino e transporte, e o banco UBS projeta que o Brent continue em torno de US$ 110 por barril até o fim do ano.

Os futuros do petróleo fecharam em queda de ‌quase US$2 por barril nesta terça-feira, com os operadores focados nas negociações de paz no Oriente Médio.

No entanto, os preços permaneceram próximos da maior cotação em seis meses, à medida que o conflito entre os houthis e a Arábia Saudita continuava acirrado e os investidores se mostravam preocupados com a possibilidade de novos confrontos na guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irã.

Os ⁠futuros do petróleo Brent fecharam a US$113,88 o barril, uma queda de US$1,93, ou 1,8%. O petróleo West ‌Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos fechou a US$99,90 o barril, uma queda de US$1,86, ou 1,83%.

Não se esperava que a queda dos futuros do petróleo nesta terça-feira se traduzisse em preços mais ‌baixos nos postos de combustível para os consumidores.

"Enquanto a capacidade ‌de refino e os custos de transporte permanecerem elevados, e enquanto os riscos no ⁠Oriente Médio e a demanda por exportação de diesel continuarem em jogo, o petróleo pode enfraquecer sem trazer alívio imediato nos postos de gasolina ou no mercado de atacado", disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group.

"Os operadores acompanharão os números do Instituto Americano de Petróleo (API) desta noite e o relatório da Administração de Informação de Energia dos EUA (AIE) de amanhã para confirmar se o ‌lado dos produtos está começando a se flexibilizar ou se as restrições estruturais ainda prevalecem."

O chefe do ‌Conselho de Segurança do Irã, Mohsen ⁠Rezaei, se reuniu com ⁠o líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, nesta terça-feira, um dia após manter conversações com representantes da Arábia ⁠Saudita, da Turquia e do Paquistão.

Os quatro países concordaram ‌em continuar as negociações com ‌o objetivo de fortalecer a cooperação em prol da paz e da segurança, informou a mídia estatal iraniana.

As perspectivas de paz foram abaladas pelos novos ataques dos houthis do Iêmen — alinhados ao Irã — contra a Arábia Saudita, importante produtora de petróleo. Os houthis afirmaram nesta ⁠terça-feira que haviam atingido a refinaria de petróleo de Ras Tanura, na Arábia Saudita — a maior do reino —, com um míssil balístico.

"Os contínuos ataques houthis à Arábia Saudita e a crescente presença militar no Golfo mantêm os riscos ao abastecimento, mesmo que as notícias diplomáticas incentivem a redução de parte do prêmio recente", afirmaram analistas da ‌Gelber & Associates em uma nota.

Outubro foi o pior mês em termos de ataques à navegação comercial no Estreito de Ormuz e nas vias navegáveis próximas, de acordo com dados compilados por ⁠um think tank com sede em Washington que acompanha incidentes de segurança marítima em todo o mundo desde 2017.

O banco suíço UBS afirmou que espera que os preços do Brent permaneçam elevados, próximos a US$110 por barril, até o final do ano, citando a volatilidade do abastecimento no Oriente Médio e a incerteza geopolítica. Anteriormente, a instituição previa US$100 por barril no final deste ano.

O tráfego pelo Estreito de Ormuz aumentou, mas o número de ataques a navios também cresceu, com os riscos provavelmente se tornando mais graves caso o apoio naval dos EUA vacile, afirmou o UBS.

Os preços do Brent subiram para mais de US$117 por barril na semana passada, o maior nível desde abril, após uma onda de ataques iranianos a petroleiros na região do Estreito de Ormuz. O Brent atingiu US$117 na segunda-feira.

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