Pernambuco cria 23,2 mil empregos e mantém 3º lugar no Nordeste em 2026
Indústria impulsionou o resultado mais recente, enquanto um dos principais setores da economia pernambucana encerrou o mês no vermelho.
Pernambuco gerou 23.273 empregos formais entre janeiro e julho de 2026, mantendo a 3ª posição no Nordeste e somando 2,4% do total nacional. Em julho, o estado abriu 1.883 vagas, lideradas pela indústria, enquanto o comércio teve retração. Petrolina foi o destaque do mês com 863 postos, mas Recife lidera o acumulado anual com 55% dos empregos. O desempenho estadual ocorreu em meio à desaceleração nacional, que registrou 58.568 vagas em julho, o menor resultado para o mês desde 2020.
Pernambuco criou 23.273 empregos com carteira assinada entre janeiro e julho de 2026 e manteve a terceira posição entre os estados do Nordeste com maior saldo de vagas formais no período. Os dados constam no Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na sexta-feira, 28 de agosto.
Somente em julho, o estado registrou saldo positivo de 1.883 postos de trabalho. O resultado representa a diferença entre o número de admissões e desligamentos informados pelos empregadores.
A indústria liderou a criação de vagas em Pernambuco no mês, com 916 novos vínculos. Em seguida, aparecem a agropecuária, com 641 postos; os serviços, com 418; e a construção, com 265.
O comércio foi o único dos cinco grandes setores a terminar julho com resultado negativo no estado. Foram fechados 357 postos de trabalho no período.
Petrolina supera Recife em julho
Entre os municípios pernambucanos, Petrolina apresentou o maior saldo mensal, com 863 novos empregos formais. Recife ficou na segunda posição, com 482 vagas, seguido por Igarassu, com 268; Caruaru, com 265; e Paulista, com 177.
Apesar de ficar atrás de Petrolina no resultado de julho, a capital concentra a maior parcela das vagas criadas no estado durante o ano. Entre janeiro e julho, Recife acumulou 12.927 novos empregos, número equivalente a aproximadamente 55% de todo o saldo pernambucano.
Na capital, o resultado mensal de 482 postos decorreu de 20.731 admissões e 20.249 desligamentos. Os serviços e a construção impulsionaram o desempenho, enquanto o comércio recifense eliminou 330 empregos.
Resultado nacional desacelera
No Brasil, foram abertos 58.568 postos formais em julho, o menor resultado para o mês desde 2020. O saldo nacional caiu 56% em comparação com julho de 2025, quando foram criadas 133.932 vagas.
Entre janeiro e julho de 2026, o país acumulou 972.203 novos empregos com carteira assinada. Pernambuco respondeu por aproximadamente 2,4% desse resultado.
A secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, afirmou que os mais de 23 mil postos criados demonstram uma trajetória positiva e refletem a movimentação de diferentes setores da economia pernambucana.
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