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Sem apoio da China, G20 aprova texto sobre Estreito de Ormuz

Documento do grupo também menciona 'distorções comerciais'

2 set 2026 - 13h57
(atualizado às 14h15)
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Resumo
Ministros das Finanças do G20 aprovaram, em cúpula nos EUA, uma declaração que defende a navegação livre e segura no Estreito de Ormuz para conter interrupções no comércio global de energia. O texto, que também critica distorções econômicas e a dependência de exportações, foi rejeitado apenas pela China, que lamentou a decisão. Já os EUA minimizaram o impasse, destacando que 19 países apoiaram a medida e ressaltando a importância do diálogo mantido com a Rússia durante o encontro.

Os ministros das Finanças do G20, com exceção da China, concordaram, em uma declaração divulgada ao fim da cúpula em Asheville, nos Estados Unidos, sobre a necessidade de uma "navegação livre, segura e previsível" no Estreito de Ormuz.

Documento do grupo também menciona 'distorções comerciais'
Documento do grupo também menciona 'distorções comerciais'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Apesar das objeções de Pequim ao tema, o comunicado da presidência do grupo mencionou preocupação com as "interrupções contínuas no comércio de energia". O texto ainda enfatiza que a "navegação livre, segura e previsível pelo Estreito de Ormuz e em nível global, bem como a resolução de guerras e conflitos em curso, são essenciais para sustentar um crescimento duradouro".

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, expressou "profundo pesar" pela nota divulgada e afirmou que o gigante asiático "atribui grande importância ao papel do G20 como o principal fórum de cooperação econômica internacional".

Alguns parágrafos do documento, que não contou com a aprovação da China, mencionam a necessidade de "corrigir distorções" e "reduzir a dependência excessiva das exportações", pontos que estão entre as principais críticas feitas pelos EUA à política econômica chinesa.

O porta-voz acrescentou que Pequim tem participado "ativa e construtivamente" das discussões sobre questões fundamentais por meio de diversos canais desde que os Estados Unidos assumiram a liderança do G20 para 2026. Segundo ele, o objetivo é aprofundar a coordenação de políticas macroeconômicas, melhorar a governança econômica global e fomentar o crescimento da economia mundial.

Já Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, afirmou que os dias de se contentar com um crescimento medíocre chegaram ao fim. O americano também destacou a importância de manter o diálogo com a Rússia, em meio à controversa presença do ministro das Finanças de Moscou, Anton Siluanov, na cúpula de Asheville.

"Gostaria de ressaltar que 19 dos 20 países concordaram [com o texto final], portanto, não houve impacto. Sei que alguns europeus ficaram com uma impressão negativa, mas acredito que manter o diálogo é crucial", avaliou Bessent. .

Ansa - Brasil
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