Requião Filho diz Ser crítico ao governo Lula, mesmo tendo apoio do PT
O candidato ao governo do Paraná Requião Filho (PDT) afirmou que, mesmo apoiado pelo PT, manterá uma postura crítica diante de eventuais medidas federais que prejudiquem o estado. Ele defendeu que o apoio de Lula é recíproco e não prejudica sua campanha contra nomes ligados ao bolsonarismo, embora evite associar diretamente sua imagem à do petista na propaganda eleitoral. Requião reforçou que agirá com independência para defender os interesses paranaenses, seja quem for o presidente eleito.
O candidato ao governo do Paraná Requião Filho (PDT) afirmou nesta terça-feira, 1º, que o apoio do PT à sua candidatura não o impedirá de fazer críticas a um eventual novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedetista disse que "não passa pano para ninguém" e que se posicionará contra medidas do governo federal que, em sua avaliação, prejudiquem o Estado.
"Eu sou crítico ao governo petista, mesmo tendo apoio do PT. Inclusive, é algo que marca muito tanto a minha trajetória quanto a trajetória do meu pai, que a gente não passa pano para ninguém. Se a gente discorda, a gente fala por que a gente discorda, a gente fala qual é o caminho que nós acreditávamos ser o certo e o que deveria ser feito para que esse caminho fosse seguido", afirmou em sabatina à CNN Brasil.
A candidatura de Requião conta com o apoio do PT no Paraná. Questionado se a aliança poderia prejudicar seu desempenho eleitoral no Estado, o candidato afirmou que o apoio da sigla "não atrapalha de maneira alguma" e ressaltou que a relação é recíproca.
"Não atrapalha de maneira alguma meus planos, até porque o Lula e o PT nos apoiam aqui no Paraná e o apoio é recíproco, levando em consideração que a opção é o Flávio Bolsonaro, filho de Jair Messias Bolsonaro, aquele pessoal antivacina, anticiência e pró-Estados Unidos contra o Brasil", disse.
Apesar da aliança, Requião tem evitado associar diretamente sua imagem à de Lula na propaganda eleitoral. O presidente não ocupa papel central nas peças de campanha do pedetista. A estratégia contrasta com a adotada pelo adversário Sergio Moro (PL), que pauta parte de sua campanha na identificação com o bolsonarismo e no apoio ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
Requião Filho afirmou que, se eleito, pretende manter uma postura crítica em relação ao governo federal, independentemente de quem vencer a eleição presidencial.
"Independente de partido, independente de presidente, nós seremos críticos a qualquer proposta que esteja vindo do governo federal, do Congresso Nacional ou de qualquer outro lugar que prejudique o Paraná ou não traga os benefícios devidos ao Estado, colocando o povo do Paraná de uma maneira preterida aos demais Estados e ao resto da população brasileira", afirmou.
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