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PEC do fim da escala 6x1 avança no Senado; veja próximas etapas

Comissão aprova em votação simbólica o projeto que reduz a jornada semanal para 40 horas, mantendo a versão da Câmara para acelerar a promulgação

2 set 2026 - 16h34
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Resumo
A CCJ do Senado aprovou a PEC que encerra a escala 6x1, reduzindo a jornada de 44 para 40 horas semanais e garantindo dois dias de folga. Relatado por Omar Aziz, o texto manteve a versão da Câmara para agilizar a promulgação caso passe pelo plenário, onde a votação em dois turnos ainda não tem data marcada. A medida divide opiniões entre a base governista e a oposição, levando à articulação de uma PEC paralela para mitigar impactos econômicos e facilitar a adaptação das empresas ao novo modelo.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal deu um passo decisivo e aprovou, em votação simbólica, a Proposta de Emenda à Constituição que decreta o fim da escala 6x1. Relatado pelo senador Omar Aziz, o parecer manteve a versão original enviada pela Câmara dos Deputados sem nenhuma alteração no texto. A estratégia do relator visa acelerar a tramitação legislativa, pois, caso o projeto seja ratificado pelo plenário sem modificações, poderá seguir direto para promulgação pelo Congresso Nacional.

PEC do fim da escala 6x1 avança sem alterações no texto
PEC do fim da escala 6x1 avança sem alterações no texto
Foto: Geraldo Magela / Agência Senado / Perfil Brasil

PEC do fim da escala 6x1

A proposta prevê a transição gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas de trabalho, garantindo pelo menos dois dias de descanso para os empregados. Apesar do avanço na comissão temática, a inclusão da matéria na pauta do plenário em dois turnos ainda não tem data definida pelo presidente da Casa, o senador Davi Alcolumbre.

Articulações políticas e o debate sobre impactos econômicos

A matéria gerou intenso debate político entre os parlamentares. O líder da oposição, senador Rogério Marinho, criticou a medida por seu apelo eleitoral, enquanto integrantes da base governista defendem a mudança como prioridade social do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Senadores como Jaime Bagattoli, Hamilton Mourão e Tereza Cristina fizeram questão de registrar voto contrário durante a deliberação na comissão.

Para minimizar possíveis prejuízos ao setor produtivo e de serviços, o líder do MDB, senador Eduardo Braga, anunciou a elaboração de uma PEC paralela para regulamentar a adaptação das empresas ao novo regime. As discussões agora dependem do alinhamento entre as lideranças partidárias para garantir o quórum necessário e a votação definitiva no plenário.

Perfil Brasil
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