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Palestinos deixam Cidade de Gaza após Israel intensificar bombardeios para tomada do território

21 ago 2025 - 11h21
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Famílias palestinas seguem deixando a Cidade de Gaza enquanto o Exército de Israel expande sua presença nos arredores do território. A ação ocorre após semanas de ataques aéreos e de artilharia que devastaram bairros densamente povoados.

Faixa de Gaza
Faixa de Gaza
Foto: depositphotos.com / diy13@ya.ru / Perfil Brasil

Autoridades israelenses afirmam que a operação marca o início de uma nova fase da guerra, voltada à captura completa da área urbana. O movimento ocorre em meio a divisões dentro da própria liderança militar e a críticas crescentes da comunidade internacional. O secretário-geral da ONU, António Guterres, voltou a pedir um cessar-fogo imediato "para evitar a morte e a destruição" que um ataque "inevitavelmente causaria".

Tropas israelenses já operam em Zeitoun e Jabalia, regiões citadas pelo porta-voz militar. Segundo ele, os ataques preparatórios começaram após aprovação do ministro da Defesa, Israel Katz, e devem se intensificar com a convocação de 60 mil reservistas no início de setembro.

Até onde Israel vai em Gaza?

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que está "encurtando os prazos" para eliminar "os últimos redutos do terrorismo". Em resposta, o Hamas acusou o governo de manter uma "guerra brutal contra civis inocentes na Cidade de Gaza" e de mostrar "desprezo" por propostas de cessar-fogo apresentadas por mediadores regionais.

A França se juntou às vozes contrárias ao plano. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a ofensiva "só pode levar ao desastre para ambos os povos" e arrastar toda a região para "um ciclo de guerra permanente". Já o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) alertou que novos deslocamentos forçados podem agravar uma "situação já catastrófica" para os 2,1 milhões de habitantes de Gaza.

As negociações para libertação de reféns e cessar-fogo seguem bloqueadas. O Catar e o Egito apresentaram uma proposta de trégua de 60 dias que o Hamas disse ter aceitado. Israel, no entanto, ainda não respondeu formalmente e insiste que qualquer acordo deve contemplar todos os reféns.

Enquanto isso, a violência persiste. A Defesa Civil de Gaza relatou que os bombardeios mataram 25 pessoas em um único dia, incluindo três crianças e seus pais, em um ataque ao campo de refugiados de Shati.

O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), brigadeiro-general Effie Defrin, afirmou em pronunciamento que o Hamas está "devastado e machucado". Ele disse que as tropas israelenses "já iniciaram as ações preliminares" e controlam os arredores da Cidade de Gaza. Defrin garantiu que civis serão orientados a se retirar das áreas em risco "para minimizar os danos".

Mesmo assim, o CICV advertiu que uma ofensiva terrestre pode colocar em perigo os 50 reféns ainda mantidos pelo Hamas, além de aprofundar a crise humanitária. "Após meses de hostilidades implacáveis e repetidos desalojamentos, o povo de Gaza está completamente exausto", declarou a entidade.

As tentativas de mediação continuam. Mas, enquanto não há acordo, Gaza segue sob ataques e a população civil permanece em meio a uma das fases mais críticas da guerra.

Perfil Brasil
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