Os principais recordes e números históricos ocultos da Copa do Mundo da Fifa de 2026
Disputada por 48 seleções em três países-sede. A Copa do Mundo da Fifa de Futebol Masculino de 2026 quebrou recordes desde antes da bola rolar na América do Norte. Mas o torneio trouxe também outros números interessantes, dentro e fora do campo, que merecem ser mencionados.
A Copa do Mundo da Fifa de Futebol Masculino de 2026 criou marcos históricos, mesmo antes que a bola rolasse pela primeira vez nos campos da América do Norte. O torneio foi o primeiro a ser realizado em mais de dois países-sede e contou com a participação recorde de 48 países.
Mas existem números menos conhecidos sobre o que aconteceu dentro e fora do campo nos Estados Unidos, México e Canadá, antes da final deste domingo (19/7).
Aqui estão alguns fatos e estatísticas da Copa que podem ser surpreendentes.
Franceses e espanhóis insaciáveis
A Espanha pôs fim à tentativa francesa de conquistar sua terceira Copa do Mundo. Mas as duas equipes atingiram a surpreendente marca de 120 chutes a gol, nas sete partidas que antecederam a final.
Ai, Inglaterra!
Outra equipe que voltou para casa nas semifinais foi a Inglaterra, que foi a seleção que sofreu mais faltas nesta Copa do Mundo: nada menos que 102.
O motor de Rodri
O meio-campista espanhol certamente trabalhou bastante. Ele correu quase 84 km em sete jogos, até a semifinal.
Mbappé, o homem-bala
O astro francês foi o jogador mais rápido do torneio. Ele correu a 37,6 km/h durante a vitória da França sobre o Marrocos, nas quartas de final.
Apenas mais um jogador rompeu a barreira dos 37 km/h: o sueco Anthony Elanga.
A muralha paraguaia e o recorde de Curaçao
O Paraguai causou uma das maiores surpresas do torneio, ao vencer a tetracampeã Alemanha nos 16 avos de final, além de segurar o empate contra a França por 70 minutos, nas oitavas.
O goleiro Orlando Gill teve importante participação nos seis jogos da campanha paraguaia. Ele fez 28 defesas, o recorde da competição.
Cabe aqui uma menção honrosa ao goleiro de Curaçao, Eloy Room. Ele igualou o recorde de maior número de defesas no tempo normal em um único jogo de Copa do Mundo (15), no empate em 0x0 da sua seleção contra o Equador, pela fase de grupos.
Desperdício de pênaltis
Foram muitos pênaltis cobrados nesta Copa do Mundo: 61, para ser exato, incluindo as decisões no mata-mata.
Destes, apenas 40 foram convertidos.
A empresa de análises esportivas Opta afirma que este índice de conversão (65,5%) é o mais baixo desde a Copa de 1966. O próprio Lionel Messi perdeu duas cobranças.
Com mais equipes, aumenta o CO₂
A rede internacional de especialistas climáticos Scientists for Global Responsibility (SGR) considera a Copa do Mundo de 2026 como a mais poluente da história.
Em um relatório publicado no ano passado, os especialistas afirmaram que a pegada de carbono da competição pode atingir nove milhões de toneladas de CO₂, quase o dobro da média dos quatro últimos torneios.
Recorde de público
A Copa do Mundo de 2026 estabeleceu um novo recorde de público no final da fase de grupos, segundo a Fifa: 4,6 milhões de pessoas compareceram a 72 partidas, quebrando o recorde do torneio de 1994, nos Estados Unidos.
No final das oitavas de final, o número total de espectadores aumentou para cerca de 6,25 milhões, o que corresponde a quase 12 vezes a população de Cabo Verde.
Vozinha, o fenômeno das redes sociais
Por falar no arquipélago africano que estreou na Copa do Mundo, as façanhas do veterano goleiro Vozinha o transformaram em uma sensação das redes sociais.
Ele chegou à América do Norte com 50 mil seguidores no Instagram. E, em 17 de julho, já eram mais de 29 milhões.
Suor na Filadélfia
As temperaturas escaldantes do verão da América do Norte levaram a Fifa a criar pausas obrigatórias para hidratação na Copa do Mundo de 2026.
Ainda assim, os jogadores da França e do Paraguai precisaram enfrentar 38 °C durante a partida entre as duas seleções, pelas oitavas de final, no Estádio da Filadélfia.
Foi a partida mais quente do torneio até aqui, dentre as disputadas sem ar-condicionado.
Nenhum sinal do presidente Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou polêmica ao afirmar que havia defendido com sucesso junto à Fifa o cancelamento da suspensão automática do atacante americano Folarin Balogun, pela expulsão sofrida nos 16 avos de final.
Mas Trump não compareceu a nenhuma partida do torneio até aqui, o que é bastante incomum para o chefe de Estado de um país anfitrião.
Sua presença é esperada na final, para entregar o troféu ao capitão da seleção campeã do mundo, segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino.
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