Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

ONU denuncia 4 mil detidos e 21 executados no Irã desde início da guerra

28 fev 2026 - 04h30
(atualizado em 29/4/2026 às 17h15)
Compartilhar
Exibir comentários

Alto comissário da ONU para os direitos humanos, Volker Türk, pede às autoridades iranianas que interrompam execuções. Pentágono diz que guerra já custou U$ 25 bi. Acompanhe o conflito.

"Os direitos do povo iraniano continuam sendo retirados pelas autoridades de forma dura e brutal", alertou Volker Türk
"Os direitos do povo iraniano continuam sendo retirados pelas autoridades de forma dura e brutal", alertou Volker Türk
Foto: DW / Deutsche Welle

Guerra contra o Irã já custou US$ 25 bi aos EUA, diz funcionário do Pentágono

Chefe da UE diz que crise energética desencadeada pelo conflito gerou prejuízo diário de quase 500 milhões de euros ao bloco

ONU denuncia 4 mil detidos e 21 executados no Irã desde início da guerra

Paquistão vai continuar mediando entre EUA e Irã

Guarda Revolucionária amplia poder no Irã e enfraquece papel do líder supremo

Itamaraty: Ataque de Israel mata mãe e filho brasileiros no Líbano

Emirados Árabes Unidos anunciam saída da Opep em meio a tensões no Estreito de Ormuz

Lucro da BP sobe 459% com a alta do petróleo

Chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, diz ver EUA humilhados em guerra contra o Irã; Trump rebate e diz que alemão "não sabe do que está falando"

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:

Trump e Putin conversam ao telefone sobre Irã e Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por mais de uma hora e meia ao telefone nesta quarta-feira (29/04) com seu homólogo russo, Vladimir Putin. Dele, ouviu sugestões para resolver o conflito em torno do programa nuclear do Irã, informou um assessor do Kremlin.

A ligação telefônica foi a primeira conversa anunciada publicamente entre os dois líderes desde 9 de março.

O assessor do Kremlin Yuri Ushakov não detalhou as propostas de Putin sobre o Irã, mas disse que qualquer retomada das hostilidades no Oriente Médio teria "inevitavelmente consequências extremamente prejudiciais" e não seria do interesse de ninguém.

"A Rússia está firmemente comprometida em oferecer pleno apoio aos esforços diplomáticos para buscar uma solução pacífica para a crise e apresentou uma série de considerações destinadas a resolver os desacordos sobre o programa nuclear do Irã", disse Ushakov a repórteres após a conversa entre os dois líderes.

A Rússia já havia se oferecido anteriormente para retirar do país o estoque iraniano de urânio enriquecido.

Trégua na Ucrânia

A repórteres em Washington, Trump disse que teve uma "conversa muito boa" com Putin, mas que tratou mais da guerra na Ucrânia do que do Irã.

Segundo Trump, Putin lhe disse que queria "ajudar" a pôr fim à guerra de EUA e Israel contra o Irã, mas ouviu que ele deveria encerrar primeiro a invasão da Ucrânia.

Na Rússia, Ushakov disse que os dois "expressaram avaliações essencialmente semelhantes sobre o comportamento" do governo ucraniano, "que, instigado e com o apoio dos europeus, está adotando uma política de prolongamento do conflito".

Segundo o assessor, Putin propôs um cessar-fogo temporário na Ucrânia para marcar o aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, celebrada pela Rússia em 9 de maio.

Uma trégua semelhante em 2025 durou três dias, mas não foi acordada com Kiev.

"Trump apoiou ativamente essa iniciativa, observando que o feriado marca nossa vitória comum sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial", disse ele.

A data é festejada todos os anos na Rússia com um desfile militar no centro de Moscou.

Neste ano, o Kremlin disse que reduziria as comemorações como medida de precaução diante da ameaça de ataques retaliatórios ucranianos.

Ushakov acrescentou: "Donald Trump acredita que um acordo para pôr fim ao conflito na Ucrânia já está próximo".

ra (Reuters, AFP)

Crise energética provocada pela guerra no Irã está custando 450 milhões de euros por dia à UE

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou para o aumento dos custos de energia para a União Europeia causado pelo conflito no Irã e instou os Estados-membros do bloco a tirarem lições a partir dessa nova crise energética.

"Em apenas 60 dias de conflito, nossa conta de importação de combustíveis fósseis aumentou em mais de 27 bilhões de euros (R$ 158 bilhões), sem que tenha havido um acréscimo de uma única molécula de energia", disse von der Leyen a eurodeputados na quarta-feira, na cidade francesa de Estrasburgo.

"Estamos perdendo quase 500 milhões por dia", acrescentou Von der Leyen na sessão plenária do Parlamento Europeu.

Segundo Von der Leyen, a crise deixa uma lição clara: "num mundo turbulento como o nosso, não podemos ficar dependentes de energia importada".

Segundo ela, as consequências do conflito no Oriente Médio "poderão durar durante meses ou mesmo anos". Von der Leyen ainda defendeu a aposta na produção de uma energia acessível e limpa na UE, "desde as renováveis à nuclear".

jps (dpa, Lusa)

Israel continua a atacar sul do Líbano apesar de cessar-fogo e número de mortos sobe para 2.576

Israel voltou a atacar nesta quarta-feira (29/04) diversas localidades do sul do Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor entre os dois países, o que elevou para 2.576 o número de mortos no território libanês desde o início do conflito, há cerca de dois meses.

Entre outras áreas, os caças israelenses atingiram nesta quarta Touline, Jmeijme, Nabatieh al Fawqa e os arredores de Al Malikiyah, enquanto também foram registrados ataques de artilharia em Khirbet Slem e demolições de casas em Bint Jbeil, informou a Agência Nacional de Notícias (ANN).

Por sua vez, o Centro de Operações de Emergência do Líbano indicou em comunicados que duas pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas em um ataque em Jouayya, ao passo que outra ação em Tayr Debba deixou três mortos, incluindo uma criança, e 11 feridos.

Com estes e outros bombardeios, o balanço de vítimas desde o início da ofensiva israelense contra o Líbano, em 2 de março, subiu para 2.576 mortos e 7.962 feridos, segundo os últimos dados divulgados pelo mesmo centro, vinculado ao Ministério da Saúde Pública.

No último dia 17, entrou em vigor um cessar-fogo que tem previsão de durar ao menos até meados de maio e que tem como objetivo avançar rumo a negociações mais aprofundadas entre Líbano e Israel.

Apesar disso, Israel continuou atacando o território libanês diariamente e realizando demolições em massa de casas nos vilarejos que ocupa no sul do Líbano, onde o Hezbollah também começou a responder a essas violações a partir do quinto dia da trégua.

jps (EFE)

Guerra contra o Irã já custou US$ 25 bi aos EUA, diz funcionário do Pentágono

A guerra contra o Irã custou cerca de 25 bilhões de dólares (R$ 125 bilhões) às Forças Armadas dos Estados Unidos desde que foi lançada no fim de fevereiro, iinformou nesta quarta-feira (29/04) um alto funcionário do Pentágono.

"Estamos gastando cerca de 25 bilhões de dólares na Operação Fúria Épica. A maior parte desse valor é em munições", disse aos parlamentares o controlador interino do Pentágono, Jules Hurst, citando o nome oficial da operação contra o Irã.

Ele não detalhou a base de cálculo da estimativa, nem se ela considerava os custos de reconstrução de infraestrutura americana danificada no Oriente Médio pelo conflito.

Mais tarde, o secretário americano de Defesa e chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou na mesma audiência no Congresso que a estimativa, neste momento, é inferior a 25 bilhões de dólares.

Reagindo a perguntas dos parlamentares sobre o custo da guerra, Hegseth rebateu: "A pergunta que eu faria a este comitê é: quanto vale garantir que o Irã nunca obtenha uma arma nuclear?"

Em março, a agência de notícias Reuters disse, citando uma fonte da Casa Branca, que o governo estimava que só os seis primeiros dias de conflito tivessem custado US$ 11,3 bilhões aos cofres públicos.

Estados Unidos e Israel deflagraram uma série de bombardeios ao Irã em 28 de fevereiro, até o presidente americano Donald Trump declarar um cessar-fogo no início deste mês.

Apesar disso, o conflito, que desencadeou amplos impactos econômicos, segue sem solução.

ra (AFP, Reuters)

Paquistão vai continuar mediando entre EUA e Irã

O Paquistão continuará seus esforços de mediação entre os EUA e o Irã. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, assegurou nesta quarta-feira (29/04) que as negociações para resolver a guerra continuam ativas, em uma tentativa de reivindicar o papel mediador de Islamabad diante da estagnação do diálogo e do recente ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em mensagem divulgada por seu gabinete, Sharif garantiu que "os esforços pela paz ainda estão em andamento e não haverá redução neles".

as (Efe, ARD)

ONU denuncia 4 mil detidos e 21 executados no Irã desde início da guerra

Mais de 4 mil pessoas foram detidas no Irã por acusações relacionadas à segurança nacional e pelo menos 21 foram executadas desde o início da guerra com Israel e os Estados Unidos, há dois meses, segundo denunciou nesta quarta-feira (29/04) o alto comissário da ONU para os direitos humanos, Volker Türk.

Dos 21 executados, nove eram pessoas vinculadas aos protestos de janeiro, outras 10 supostamente pertenciam a grupos de oposição e duas foram condenadas por espionagem, detalhou Türk.

"Os direitos do povo iraniano continuam sendo retirados pelas autoridades de forma dura e brutal", alertou o chefe de direitos humanos das Nações Unidas.

O alto comissário pediu às autoridades que interrompam todas as execuções, estabeleçam uma moratória sobre o uso da pena de morte, assegurem plenamente o devido processo legal e as garantias de um julgamento justo, e libertem imediatamente todas as pessoas detidas arbitrariamente.

Nesse sentido, destacou que muitos dos acusados sob risco de serem condenados à morte frequentemente enfrentam procedimentos acelerados, sem poder escolher advogado, e em algumas ocasiões foram denunciadas torturas, maus-tratos e outras formas de coação para extrair confissões.

Türk denunciou que dezenas de presos foram transferidos para locais secretos e seus paradeiros são desconhecidos, entre eles a destacada advogada de direitos humanos Nasrin Sotoudeh.

Também lembrou que a ativista Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz em 2023, continua encarcerada em situação de risco, junto a presos violentos, e teme-se por sua saúde após sofrer um infarto e desenvolver doenças crônicas durante o cativeiro.

as (Efe)

Guarda Revolucionária amplia poder no Irã e enfraquece papel do líder supremo

A morte do aiatolá Ali Khamenei no primeiro dia da guerra e a ascensão de seu filho ferido, Mojtaba Khamenei, inauguraram uma nova ordem no Irã, marcada pela ausência de um árbitro decisivo e com autoridade final sobre todos os assuntos-chave de Estado e dominada por comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).

Mojtaba Khamenei permanece no topo do sistema, mas três pessoas familiarizadas com as deliberações internas do regime disseram à agência de notícias Reuters que seu papel é, em grande parte, legitimar as decisões tomadas por seus generais, em vez de emitir as próprias diretrizes.

A pressão criada pela guerra concentrou o poder num círculo interno mais restrito e linha-dura, enraizado no Conselho Supremo de Segurança Nacional (CSSN), no gabinete do Líder Supremo e na Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que agora domina tanto a estratégia militar quanto as principais decisões políticas, dizem autoridades e analistas iranianos.

Em consequência, funcionários do governo paquistanês reclamaram da lentidão dos iranianos em suas respostas durante as negociações de paz com os Estados Unidos, que o governo em Islamabad tem mediado, e disseram que, aparentemente, não há uma estrutura de comando única para tomada de decisões.

Já analistas disseram que o obstáculo para um acordo não são as lutas internas de poder em Teerã, mas a discrepância entre o que Washington está preparado para oferecer e o que a Guarda Revolucionária está disposta a aceitar.

Leia mais sobre a atual estrutura interna de poder no Irã

Leia mais sobre o papel da Guarda Revolucionária

as (Reuters)

Três socorristas morrem e dois soldados libaneses são feridos em "ataque seletivo" de Israel

No que foi chamado de "ataque seletivo" de Israel pelo Exército do Líbano, dois soldados ficaram feridos e três socorristas da Defesa Civil foram mortos no sul do país nesta terça‑feira (28/04).

Foi a primeira vez que soldados libaneses foram feridos por forças israelenses desde a entrada em vigor do cessar‑fogo em 17 de abril.

Segundo um comunicado militar, os soldados participavam de uma operação de resgate na localidade de Majdal Zoun e estavam acompanhados da Defesa Civil quando foram atacados por Israel, que continua realizando bombardeios contra o grupo pró‑iraniano Hezbollah no sul do Líbano.

md/ra (AFP, ots)

Israel diz que sul do Líbano está recebendo "o mesmo tratamento que Gaza"

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira (28/04) que o sul do Líbano "está recebendo o mesmo tratamento que a Faixa de Gaza", após uma operação militar na qual as Forças de Defesa de Israel (FDI) destruíram, segundo sua versão, uma infraestrutura subterrânea do Hezbollah na localidade de Qantara.

Em comunicado, Katz afirmou que, juntamente com o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ordenou às tropas israelenses que ampliassem a destruição de "toda a infraestrutura terrorista na zona de segurança até a linha amarela (linha divisória atrás da qual as FDI estão posicionadas), tanto subterrânea quanto à superfície, assim como em Gaza".

Segundo a versão do ministro, a medida responde à falta de avanços do governo libanês no desarmamento do grupo xiita Hezbollah no sul do Líbano.

Nesta terça-feira, as FDI emitiram uma nova ordem de deslocamento dirigida à população libanesa, neste caso, de uma zona no sul do país que já havia sido evacuada anteriormente.

A troca de tiros entre Israel e Hezbollah tem continuado diariamente no Líbano, apesar da trégua em vigor.

A milícia xiita entrou no conflito regional após a operação conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã. A resposta israelense em território libanês já deixou mais de 2.300 mortos e outros mais de 7.500 feridos em sete semanas, segundo as autoridades libanesas.

md/ra (EFE, AFP)

Israel afirma ter desmantelado túneis do Hezbollah no sul do Líbano

As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram nesta terça-feira (28/04) ter localizado e desmantelado uma rede de túneis subterrâneos atribuídos ao grupo xiita libanês Hezbollah na região de Qantara, no sul do Líbano, em uma operação realizada nas últimas semanas.

De acordo com um comunicado, as FDI encontraram "dois túneis com um comprimento total de aproximadamente dois quilômetros, situados a cerca de 10 quilômetros de comunidades do norte de Israel".

As FDI afirmam que essas estruturas faziam parte de uma rede subterrânea maior, supostamente desenvolvida ao longo de anos com apoio do Irã.

Segundo o texto, dentro dos túneis foram encontrados "armas, reservatórios de água, alojamentos e equipamentos" que permitiriam aos combatentes permanecerem no subsolo por longos períodos. As FDI também informaram ter identificado pontos de acesso conectados a lançadores de foguetes apontados para o território israelense.

Israel afirma que esses túneis fazem parte de um plano do grupo libanês para se infiltrar no norte do país, com o objetivo de atacar militares e civis — alegações que não foram verificadas de forma independente.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que, junto com o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, ordenou às tropas que ampliassem a destruição de "toda a infraestrutura terrorista até a linha amarela (a linha divisória atrás da qual as FDI estão posicionadas), tanto subterrânea quanto acima do solo, assim como em Gaza".

Novas ordens de evacuação

Apesar do cessar-fogo, as FDI voltaram a emitir uma nova onda de alertas de evacuação para cidades e vilarejos no sul do Líbano nesta terça-feira.

Em paralelo, o ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, negou que o governo tenha "ambições territoriais no Líbano". "Nossa presença [...] serve a um único propósito: proteger nossos cidadãos", disse em entrevista coletiva. "Nenhum país estaria disposto a viver dessa forma, com uma arma apontada para sua cabeça."

"Em uma realidade em que o Hezbollah e outras organizações terroristas — incluindo grupos terroristas palestinos — sejam desmantelados, Israel não terá necessidade de manter sua presença nessas áreas", disse Saar.

Após o início do cessar-fogo, Israel estabeleceu a chamada "linha amarela", uma faixa de território libanês ao longo da fronteira com dez quilômetros de extensão.

Segundo a agência de notícias AFP, todas as áreas listadas para evacuação nesta terça parecem estar fora ou na fronteira da "linha amarela".

md/ra (EFE, AFP)

Emirados Árabes Unidos anunciam saída da Opep em meio a tensões no Estreito de Ormuz

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (28/04) sua retirada da Organização dos Países Exportadores de Petróleo Opep e da aliança Opep+ a partir da próxima sexta-feira (1º/05), noticiou a agência de notícias oficial WAM.

A decisão é um duro golpe para a Opep e seu líder de facto, a Arábia Saudita, num momento de grave crise energética mundial devido à guerra no Irã.

Leia mais

Israel lança novos ataques no sul do Líbano apesar do cessar-fogo

Israel voltou a bombardear nesta terça-feira (28/04) diversas áreas do sul do Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril, após ordenar a evacuação imediata de 16 aldeias localizadas abaixo do rio Litani.

Caças israelenses atacaram ao meio-dia localidades meridionais como Tebnine, Kafra, Jabal al Batoum e Khirbet Selm. Nesta última, causando a destruição de várias casas e estabelecimentos comerciais, segundo informou a agência de notícias libanesa ANN.

Por outro lado, um drone atingiu uma motocicleta que trafegava pela principal rodovia da costa, em direção a Naqoura, sem que as autoridades tenham confirmado, por enquanto, vítimas mortais em decorrência da ação.

Tebnine e Khirbet Selm estão entre as localidades que o Exército israelense ordenou evacuar nesta terça-feira, uma lista que inclui várias que já haviam sido atingidas nos últimos dias, em meio às violações diárias da interrupção das hostilidades por ambos os lados.

as (Efe)

Irã e EUA permitiram passagem de superiate russo pelo Estreito de Ormuz

Um superiate pertencente ao bilionário russo Alexey Mordashov conseguiu transitar pelo Estreito de Ormuz após passar por manutenção em Dubai porque nem o Irã nem os Estados Unidos se opuseram, disse uma pessoa próxima a Mordashov nesta terça-feira (28/04) à agência de notícias Reuters.

A embarcação navegou no sábado pela importante via, que está no centro do conflito entre EUA e Irã e onde o tráfego está severamente restrito desde fevereiro.

Navegando sob bandeira russa, o iate, chamado Nord e avaliado em mais de 500 milhões de dólares, cruzou o estreito por uma rota aprovada, em conformidade com o direito marítimo internacional, disse essa pessoa anônima.

"O Irã não interferiu na movimentação do iate, pois trata-se de uma embarcação civil de um país amigo em trânsito pacífico. O lado americano também não questionou a movimentação do iate, já que ele não fez escala em portos iranianos e não tem nenhuma ligação com o Irã", disse.

as (Reuters)

Lucro da BP sobe 459% com a alta do petróleo

A empresa petrolífera BP anunciou nesta terça-feira (28/04) que seu lucro no primeiro trimestre do ano atingiu 3,842 bilhões de dólares, um aumento de 459% em comparação com o mesmo período de 2025, devido à forte alta nos preços do petróleo bruto.

Em comunicado enviado à Bolsa de Valores de Londres, a empresa indicou que o lucro no primeiro trimestre de 2025 havia atingido 687 milhões de dólares, mas a alta nos preços do petróleo bruto, em decorrência da guerra no Irã, impulsionou significativamente seus resultados.

O lucro antes dos impostos da BP atingiu 7,365 bilhões de dólares entre janeiro e março de 2026, ou 135% a mais do que no mesmo trimestre do ano passado.

as (Efe, OTS)

Itamaraty: Ataque de Israel mata mãe e filho brasileiros no Líbano

O governo brasileiro confirmou nesta segunda-feira (27/04) a morte de dois brasileiros no Líbano devido a um ataque israelense, que descreveu como "mais um exemplo" das "reiteradas e inaceitáveis" violações do cessar-fogo de 16 de abril.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, os mortos são uma criança de 11 anos e a mãe dela, ambos brasileiros, e também o pai, um libanês. Todos foram "vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel".

Outro filho do casal, igualmente brasileiro, encontra-se hospitalizado, comunicou o Itamaraty, que afirmou que a família estava em casa, no distrito de Bint Jbeil, no sul do Líbano, no momento do bombardeio.

O site de notícias G1 informou que a criança morta é um menino e que o filho mais velho do casal, também um menino, sobreviveu ao ataque.

Em entrevista à TV Globo, o tio dos meninos relatou que a família não morava mais na casa bombardeada, mas que foram até o local durante o cessar-fogo para retirar alguns pertences quando um bombardeio atingiu a casa.

O ministério da Saúde do Líbano comunicou nesta segunda-feira que ataques israelenses naquele dia no sul do país mataram quatro pessoas, incluindo uma mulher, e feriram 51, incluindo três crianças, apesar do cessar-fogo alcançado entre Israel e o Líbano. A imprensa libanesa noticiou vários ataques no sul do Líbano também no domingo.

De acordo com um levantamento da agência de notícias francesa AFP, com base nos números do Ministério da Saúde, ataques israelenses já mataram ao menos 40 pessoas no Líbano desde o início da frágil trégua.

as (OTS, Lusa, AFP)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
Compartilhar
TAGS

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra