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O segredo que fez as pirâmides resistirem há milhares de anos

Estudo revela por que construções egípcias seguem firmes mesmo após terremotos

22 mai 2026 - 12h18
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As pirâmides do Egito atravessaram milênios, enfrentaram tempestades, mudanças climáticas e até terremotos fortes e continuam de pé. Agora, um novo estudo científico pode ter descoberto o motivo dessa resistência impressionante.

Estudo científico aponta que formato, distribuição de peso e vibração estrutural ajudam as pirâmides a resistirem a terremotos há milhares de anos
Estudo científico aponta que formato, distribuição de peso e vibração estrutural ajudam as pirâmides a resistirem a terremotos há milhares de anos
Foto: Shutterstock / Alto Astral

Pesquisadores analisaram a estrutura da Grande Pirâmide de Gizé, conhecida como Pirâmide de Quéops, e identificaram características que ajudam a explicar por que a construção permanece praticamente intacta há cerca de 4.600 anos. O trabalho foi publicado na revista científica Scientific Reports.

O que os cientistas descobriram

Os pesquisadores utilizaram equipamentos chamados sismômetros em dezenas de pontos dentro e ao redor da pirâmide para medir vibrações naturais da estrutura. A ideia era entender como ela reage aos movimentos do solo durante tremores.

Segundo os cientistas, a pirâmide funciona quase como um único bloco sólido. Isso acontece porque seus milhões de pedras distribuem a energia dos impactos de maneira uniforme, reduzindo os danos estruturais.

Além disso, o estudo identificou alguns fatores que tornam a construção extremamente resistente:

  • base muito larga e estável.

  • centro de gravidade baixo.

  • formato altamente simétrico.

  • redução gradual de massa até o topo.

  • câmaras internas que ajudam a dissipar vibrações.

Na prática, essas características impedem que a estrutura entre em ressonância com o solo durante terremotos — fenômeno que pode aumentar drasticamente os danos em edifícios modernos.

As pirâmides "vibram" de forma diferente

Outro detalhe chamou atenção dos pesquisadores: a frequência de vibração da pirâmide é diferente da frequência do solo ao redor dela.

Enquanto o terreno vibra em uma frequência mais baixa, a pirâmide responde em outro ritmo. Essa diferença ajuda a evitar que os movimentos do terremoto sejam amplificados dentro da construção.

De acordo com os autores do estudo, isso faz com que a pirâmide absorva melhor a energia sísmica, mantendo sua estabilidade mesmo diante de tremores intensos.

Resistência impressiona até hoje

Registros históricos mostram que terremotos atingiram a região de Gizé diversas vezes ao longo dos séculos. Em alguns casos, partes externas das pirâmides sofreram danos, mas a estrutura principal permaneceu preservada.

A Grande Pirâmide, por exemplo, continua sendo uma das construções antigas mais resistentes do planeta. Para os pesquisadores, o estudo mostra que técnicas de engenharia usadas há milhares de anos ainda podem inspirar projetos modernos.

Especialistas acreditam que compreender esse tipo de construção pode ajudar no desenvolvimento de edifícios mais seguros e preparados para eventos extremos no futuro.

Alto Astral
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