O que se sabe sobre queda de helicóptero no RJ?
Turistas colombianas que morreram no acidente haviam contratado um voo panorâmico de cerca de 20 minutos; aeronave caiu em área de mata próxima à Vista Chinesa
As três turistas colombianas que morreram na queda de um helicóptero na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (8), participavam de um passeio panorâmico em uma aeronave sem portas. O voo, conhecido como doors off, tinha como objetivo proporcionar aos passageiros uma experiência turística com vista aberta para os principais pontos da cidade.
As turistas contrataram o passeio pela empresa Voos Rio Panorâmico (VRP), que oferece diferentes modalidades de voos de helicóptero sobre o Rio. De acordo com as informações disponíveis no site da empresa, os trajetos podem durar até uma hora e alguns pacotes ultrapassam R$ 1.300 por pessoa.
No caso das colombianas, o passeio tinha duração prevista de aproximadamente 20 minutos. O roteiro incluía o sobrevoo da Floresta da Tijuca, região onde o helicóptero acabou caindo. Segundo o comprovante de pagamento, as turistas desembolsaram R$ 2.550 pelo passeio.
A aeronave envolvida no acidente era um helicóptero Robinson R44, de prefixo PP-MFS. O equipamento caiu em uma área de mata íngreme e de difícil acesso. As três turistas e o piloto morreram no acidente. As vítimas foram identificadas como Alessandro Rocha, piloto, e as turistas colombianas Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique.
Helicóptero caiu em área de difícil acesso
Após a queda, o helicóptero explodiu na encosta e provocou um incêndio na vegetação. Militares especializados no combate a incêndios florestais foram mobilizados e conseguiram controlar as chamas. Os quatro ocupantes morreram carbonizados. Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais participaram da ocorrência.
O acesso ao local foi apontado como um dos principais desafios da operação. A aeronave caiu em uma região de mata bastante inclinada, com áreas de precipício, o que exigiu o uso de técnicas de corda e equipamentos de segurança.
"A maior dificuldade das equipes no momento é o acesso, tanto para entrar no local quanto para sair. A aeronave caiu em uma região de mata muito íngreme, com áreas de precipício, onde só é possível trabalhar com técnicas de corda e equipamentos de segurança", explicou o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros.
Segundo ele, o incêndio provocado pela explosão do combustível da aeronave já havia sido controlado quando as equipes avançaram na operação. "Quando chegamos, além do helicóptero, havia também um incêndio provocado pela explosão do combustível da aeronave. Esse incêndio já foi totalmente extinto", afirmou.
As equipes também trabalhavam para encontrar acessos que facilitassem a atuação da perícia da Polícia Civil e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), além da retirada dos corpos.
Acidente aconteceu perto da Vista Chinesa
A queda ocorreu nas proximidades da Vista Chinesa, um dos pontos turísticos mais conhecidos do Rio de Janeiro. O mirante fica dentro do Parque Nacional da Tijuca, na região do Alto da Boa Vista, entre as zonas Sul e Norte da cidade.
O local oferece vista para alguns dos principais cartões-postais do Rio, como o Cristo Redentor, a Lagoa Rodrigo de Freitas, Ipanema, Leblon, Jardim Botânico e parte da Baía de Guanabara.
A região também é bastante frequentada por turistas, ciclistas, corredores e praticantes de atividades ao ar livre.
A área da Estrada da Vista Chinesa próxima ao mirante foi interditada para permitir o trabalho das equipes de resgate. Trilhas daquele setor do Parque Nacional da Tijuca também foram fechadas durante a operação.
As causas da queda do helicóptero ainda deverão ser investigadas pelas autoridades responsáveis.
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