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O que a morte de Preta Gil ensina sobre câncer colorretal?

Cantora ajudou a aumentar a conscientização sobre uma das formas mais frequentes de câncer no Brasil, que vem atingindo cada vez mais pessoas abaixo dos 50 anos

21 jul 2025 - 12h56
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A cantora, apresentadora e empresária Preta Gil faleceu neste domingo (20), aos 50 anos, em decorrência de complicações causadas por um câncer colorretal. Ela estava em Nova York, nos Estados Unidos, onde se submetia a um tratamento experimental após uma batalha intensa contra a doença, iniciada em janeiro de 2023.

Preta Gil faleceu devido a um câncer colorretal
Preta Gil faleceu devido a um câncer colorretal
Foto: reprodução / Perfil Brasil

Diagnosticada com adenocarcinoma - o tipo mais comum de tumor no intestino -, Preta não apenas enfrentou o tratamento com coragem, mas também optou por compartilhar sua jornada com o público. Em suas redes sociais e entrevistas, relatou as etapas da quimioterapia, radioterapia, as cirurgias complexas e a luta constante pela remissão. Em dezembro de 2024, passou por uma operação delicada de mais de 18 horas para remover tumores.

Ao abrir sua vida com tamanha transparência, a artista deu visibilidade a um problema de saúde pública crescente. Nos últimos anos, o câncer colorretal passou a atingir também adultos jovens, antes dos 50 anos, faixa etária fora da recomendação tradicional para rastreamento. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados cerca de 45.630 novos casos da doença por ano, entre homens e mulheres, no período de 2023 a 2025.

O que se sabe sobre câncer colorretal?

O tumor colorretal se desenvolve no intestino grosso (cólon) ou no reto e, na maioria das vezes, origina-se a partir de pólipos - pequenas formações que podem evoluir para câncer se não forem removidas a tempo. Por ser uma doença silenciosa em sua fase inicial, o diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de cura.

Entre os principais sintomas estão alterações no hábito intestinal, presença de sangue nas fezes, dor abdominal, perda de peso inexplicável e sensação constante de cansaço. Segundo o oncologista Artur Ferreira, da Oncoclínicas, fatores como dieta rica em alimentos ultraprocessados, consumo excessivo de carne vermelha, sedentarismo, obesidade, tabagismo e doenças inflamatórias intestinais elevam o risco. A predisposição genética também influencia, embora em menor escala.

A colonoscopia continua sendo a principal ferramenta para detectar lesões pré-cancerosas. "Diferentemente de outros tipos de câncer, como o de mama, que são identificados quando já se formaram, o colorretal pode ser descoberto ainda na fase pré-cancerosa", explica o especialista. Após o diagnóstico, o tratamento é definido por uma equipe multidisciplinar, conforme as necessidades de cada paciente.

Perfil Brasil
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