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Nuvem funil em Maringá (PR) e em Itabirito (MG)?

Imagens podem confundir!

30 nov 2015 - 16h22
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Nuvens bastante carregadas se formaram no domingo sobre a região de Maringá, no norte do Paraná, e sobre a região entre Mariana e Itabirito, no leste de Minas Gerais.

Nas duas cidades, a visão das enormes nuvens chamaram a atenção porque pareciam estar formando tornados. Será?

O primeiro cuidado que precisamos ter é relação ao nome do fenômeno. O tornado é a nuvem funil que toca, que chega ao solo saindo da base da nuvem. Muitas vezes vemos o funil, mas ele não toca o solo, ou não é possível perceber se chega ao solo ou não. Outras vezes não vemos o funil e nem o tornado, mas sabemos podemos deduzir que houve a passagem de um tornado pelo tipo de destruição.

Alguns cumulonimbus podem gerar o funil, o tornado e também fenômenos como microexplosão (microburst), que é um corrente de vento muito intensa que sai da base da nuvem e chega ao solo, mas não cria a rotação do ar, como um tornado. Estas correntes de vento descendentes muito fortes podem fazer com que pedaços de nuvens se desprendam da base da nuvem e fiquem como que “pendurados”. Em situações assim, a aparência desta massa de nuvens “pendurada” pode parecer um funil ou um tornado.

O vídeo do fenômeno que ocorreu em Maringá não deixa dúvida: foi uma nuvem funil. Não podemos dizer que foi um tornado porque não comprovamos o toque no solo. As imagens são de Bruno Galvani.

A foto de Luiz Pereira também de Maringá registra a nuvem funil

Foto: Climatempo

Já as imagens de Isaac Rangel deixam uma grande dúvida. Ele filmou a nuvem na região entre Mariana e Itabirito. Vemos uma massa de nuvem que se sobressai da base da nuvem, mas não percebemos rotação e nem a forma do funil com clareza. Não se pode afirmar por estas imagens que houve um funil e nem tornado, mas o fenômeno da microexplosão pode causar esta aparência.

Veja a diferença entres estes “ventos” intensos que saem de um cumulonimbus.

Foto: Climatempo
Climatempo
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