Novas diretrizes e tecnologias reposicionam o cuidado com o autismo na infância
Avanço no rastreio precoce e surgimento de terapias inovadoras ampliam responsabilidades do pediatra e exigem orientação qualificada às famílias
O cuidado com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um período de avanços significativos, impulsionado por novas diretrizes de rastreio precoce e pela inclusão de tecnologias no suporte clínico. Durante este mês de conscientização, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) reforça que o diagnóstico e a intervenção devem ocorrer idealmente entre os 16 e 30 meses de idade.
Na rotina de consultas, o pediatra assume um papel central ao utilizar ferramentas como o M-Chat, instrumento de triagem já integrado à Caderneta da Criança do Ministério da Saúde. O Dr. Renato Santos Coelho, membro do Comitê de Desenvolvimento e Comportamento da SPRS, destaca que a vigilância contínua durante a puericultura permite antecipar terapias mesmo antes do diagnóstico final, o que melhora consideravelmente a qualidade de vida do paciente.
Novas Tecnologias e Terapias
A prática clínica também começa a incorporar recursos inovadores, como:
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Robótica: Utilizada para estimular o engajamento social e a comunicação, embora o Dr. Renato ressalte que a tecnologia é um recurso adjunto e não substitui a interação humana essencial.
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Apoio Farmacológico: Uso de substâncias como a melatonina para o manejo de distúrbios do sono, comuns em crianças com TEA.
Alerta contra Desinformação
A SPRS alerta para o excesso de informações sem base científica propagadas em redes sociais. A orientação é que as famílias mantenham um vínculo estreito com um pediatra de confiança para validar intervenções e garantir decisões seguras. A tendência atual é que o pediatra geral amplie seu repertório clínico para conduzir os casos de forma mais direta, evitando encaminhamentos desnecessários e garantindo um acompanhamento mais ágil e humanizado.
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