Neymar e Cristiano Ronaldo: a triste história de dois craques sem nunca ter ganhado uma Copa
Copa manda ambos para casa em lágrimas. Português não volta. Brasileiro ainda vai decidir
Neymar deixou o Catar no sábado ainda sentindo na carne a eliminação da seleção. Não embarcou no voo fretado da CBF que passaria em Londres antes de regressar ao Brasil. Em breve, se junta ao PSG para a retomada do futebol europeu. Uma coisa precisa ficar clara na participação de Neymar na terceira Copa: foi sua melhor.
Neymar fez três partidas das cinco do time de Tite, porque ele se machucou na estreia. Começou contra a Sérvia, ficou fora diante de Suíça e Camarões, voltou contra a Coreia e jogou na derrota para a Croácia.
Se Neymar fez sua melhor Copa, Cristiano Ronaldo amargou sua pior versão em Mundiais. Disputou cinco. Tirando o fato de ele ter feito gols em todas as edições, o atacante cinco vezes melhor do mundo amargou o banco de reservas na disputa do Catar, uma sensação que ainda não havia sentido com a camisa de seus país depois do estrelato e em boas condições físicas e clínicas. Sua irmã e sua mulher trataram de condenar o técnico Fernando Santos. Cristiano Ronaldo ficou no banco nos jogos contra Suíça e ontem diante de Marrocos, seleção sensação da competição e que está na semifinal. Ganhou de Portugal por 1 a 0, dias depois de eliminar a Espanha na fase anterior.
A Copa do Mundo mandou para fora em dois dias seguidos duas das principais estrelas do torneio. Neymar foi primeiro. Ambos deixaram o campo chorando, entendendo que poderiam ir mais longe. Suas respectivas seleções eram favoritas nas partidas das quartas. Mas não fizeram por merecer essa confiança do torcedor. São craques sem Copas.
Em comum, os dois jogadores, com diferença de sete anos (Cristiano Ronaldo é mais velho, tem 37), podem ter disputado a última versão do Mundial. O português dificilmente continuará sendo chamado para o ciclo até 2026. Ele teria 41 anos. Mesmo para Cristiano, parece muito tempo.
A seleção portuguesa tem uma boa safra, de atletas em formação, que vai assumir o time coletivamente. CR7 lamentou o fim melancólico. Primeiramente, pelo banco de reservas, depois o fato de não conseguir alcançar o maior goleador de Copas da história de Portugal, Eusébio, chamado de Pelé português, com nove gols na edição do Mundial de 66. Cristiano Ronaldo tem oito gols.
Neymar tem idade para jogar mais uma Copa do Mundo. E futebol também. Mas não sabe se quer. Na primeira vez, em 2014, deixou o campo direto para o hospital em Fortaleza após pancada sofrida no jogo contra a Colômbia. Era para ter ido em 2010, mas Dunga não o convocou. Não foi bem naquela disputa no Brasil. Depois, na de 2018, passou vergonha e virou meme mundial porque se jogava e rolava em campo quando sofria as faltas.
Agora, no Catar, foi melhor. Marcou o gol que seria o da classificação. Pena que os colegas falharam.