"Nenhuma morte pode ser banalizada": diplomata desabafa após filha morrer atropelada
Mariana Tanaka Abdul Hak, filha de assessor de Lula e de cônsul na Argentina, mudou-se da Europa para trabalhar no Rio de Janeiro; mãe também ficou ferida
A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu uma investigação para apurar as circunstâncias de um trágico atropelamento que causou a morte da jovem Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, em Ipanema, na zona sul da capital fluminense. A jovem era filha do diplomata Ibrahim Abdul Hak Neto, que atua como assessor especial no gabinete do presidente Lula para temas de paz e segurança, e Ana Patrícia Neves Abdul Hak, cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires, na Argentina.
O acidente aconteceu no cruzamento das ruas Vinicius de Moraes e Visconde de Pirajá. Mariana não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu.
Detalhes do acidente
Ana Patrícia, mãe de Mariana, também foi atingida no atropelamento. Ela sofreu ferimentos, recebeu atendimento médico e já obteve alta do Hospital Municipal Miguel Couto, localizado na Gávea. A diplomata havia viajado ao Rio de Janeiro com o objetivo exclusivo de auxiliar a filha nos preparativos da mudança da Europa para o Brasil.
De acordo com relatos de testemunhas que presenciaram a cena, o condutor de uma van perdeu o controle do veículo ao tentar desviar de um ciclista na pista. Sem controle, o utilitário invadiu a calçada e atingiu os pedestres. Um homem, que não foi identificado pelas autoridades, também ficou ferido no episódio.
Mariana possuía formação em administração de empresas pela ESCP Business School, no campus de Turim, na Itália, e era fluente em quatro idiomas: português, inglês, espanhol e francês. Por conta da carreira internacional dos pais, ela havia passado os últimos dez anos residindo em países como Reino Unido, Venezuela, Bélgica, Líbano, França e Itália. A jovem havia desembarcado no aeroporto do Rio de Janeiro no mesmo dia do acidente e se preparava para iniciar uma nova trajetória profissional em uma empresa do setor de cosméticos.
Diplomata faz apelo contra a violência no trânsito
Em uma entrevista comovente, o pai da jovem expressou o sofrimento da família diante da interrupção abrupta dos planos da filha. "Ela estava no momento áureo da vida, que foi interrompido violentamente com um atropelamento em Ipanema no mesmo dia em que chegou", lamentou Ibrahim Abdul Hak Neto.
'Foi um anjo que Deus me deu', diz diplomata sobre morte da filha em acidente em Ipanema, no Rio https://t.co/zfNxJ0C9uO #g1 pic.twitter.com/AYmhWvwxZx
— g1 (@g1) May 19, 2026
O assessor presidencial também cobrou maior conscientização e rigor em relação à segurança nas vias públicas. "Abreviar históricas de vida violentamente não pode se tornar corriqueiro. Nenhuma morte pode ser banalizada", desabafou.
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