Venezuela diz que 116 prisioneiros foram libertados; grupo de direitos humanos cita número menor
O governo da Venezuela disse nesta segunda-feira que 116 prisioneiros foram libertados "nas últimas horas", de acordo com uma declaração do Ministério dos Serviços Penitenciários, embora grupos de direitos humanos tenham relatado um número menor.
A declaração do governo vem após três dias de relatos de organizações de defesa dos direitos humanos sobre atrasos nas libertações, que o grupo Foro Penal disse no início desta segunda-feira ter chegado a apenas 41, incluindo 24 pessoas libertadas durante a noite.
As libertações ocorrem depois de uma semana de turbulência política em Caracas, após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e seu comparecimento a um tribunal de Nova York por acusações de tráfico de drogas.
Os libertados haviam sido "privados de sua liberdade por atos associados à perturbação da ordem constitucional e ao comprometimento da estabilidade da nação", disse o ministério.
A libertação de centenas de prisioneiros políticos no país sul-americano é uma demanda de longa data de grupos de direitos humanos, órgãos internacionais e figuras da oposição.
Líder da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, que deve se reunir com o presidente dos EUA, Donald Trump, nesta semana, tem sido uma das principais vozes que pedem a libertação de prisioneiros que incluem alguns de seus aliados próximos.
Machado esteve no Vaticano nesta segunda-feira, onde se encontrou com o papa Leão 14.
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse na quinta-feira que um número significativo de prisioneiros, tanto estrangeiros quanto venezuelanos, seria libertado. Ele é irmão da presidente interina Delcy Rodríguez.
De acordo com o Foro Penal, pelo menos 800 pessoas estavam sendo mantidas como prisioneiros políticos no início do ano na Venezuela. O governo nega que haja detidos por motivos políticos.