Veja como foi a semana no mundo, de 30 de março a 5 de abril
Sábado, 30 de março
Após anunciar ter entrado em “estado de guerra” com o Sul, a Coreia do Norte uma semana de retórica nuclear que mobilizou as potências regionais e mundiais envolvida no equilíbrio geopolítico do leste asiático. Após declarar o fim do armistício com o vizinho meridional, o governo de Kim Jong-un anunciou a expansão do seu programa nuclear e deu carta branca ao Exército para a necessidade de um eventual ataque.
Até o momento, a guerra de Pyongyang possui uma natureza exclusivamente retórica, mas esta já se mostrou suficiente para preocupar tanto aliados como atores políticos com quem mantêm uma relação menos amistosa. China e Rússia, seus principais apoiadores, condenaram a postura da Coreia do Norte, cujos anúncios fizeram com que Coreia do Sul e Estados Unidos iniciassem a mobilização de partes do Exército para o caso do fim do frágil equilíbrio na Península Coreana.
Em Myanmar, a onda de violência religiosa persiste. Ainda no sábado, chegou a 43 o total de mortos nos conflitos entre budistas e muçulmanos. Mais de mil casas já foram incendiadas e mais de 10 mil pessoas estão deslocadas, totalizando 163 casos em 15 cidades. É a pior onda de violência religiosa desde os choques entre budistas e muçulmanos que deixaram pelo menos 180 mortos e mais de 110 mil deslocados em Rakhine no ano passado.
Investigado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) e acusado por setores da sociedade civil, Uhuru Kenyatta teve confirmada sua vitória no pleito presidencial de 4 de março. Entre os autores do recurso contra a confirmação de Kenyatta está Raila Odinga, candidato derrotado na eleição em primeiro turno. No TPI, Kenyatta é acusado de a instigar violência política após as eleições de 2007, quando uma onda de distúrbios deixou mais de 1,3 mil mortes.
Domingo, 31 de março
Em sua primeira mensagem de Páscoa como pontífice, o papa Francisco rezou a Missa da Ressurreição. “Queria que chegasse a todos os corações, porque é lá que Deus quer semear esta Boa Nova: Jesus ressuscitou, uma esperança despertou para ti, já não estás sob o domínio do pecado, do mal! Venceu o amor, venceu a misericórdia!”, afirmou o Papa, que também citou conflitos contemporâneos e pediu paz na Península da Coreia, na Síria e no Iraque.
O premiê centro-africano, Nicolas Tiangaye, anunciou a formação do novo governo instaurado no país após a tomada da capital, Bangui, pelos líderes revolucionários liderados por Michel Djotodia. Tiangaye já ocupava o cargo de premiê durante a presidência do agora deposto presidente François Bozizé e sua manutenção no governo compunha os temos do acordo de paz firmado entre Bozizé e a oposição centro-africana.
Segunda-feira, 1º de abril
No momento em que se completaram dois anos da insurgência síria, março terminou como o mês mais sangrento desde o início do conflito, em 2011. Segundo informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), mais de 6 mil pessoas morreram de 1º a 30 de março em solo sírio, das quais mais de 2 mil civis. Na quinta-feira, a ONU afirmou que 4 milhões de sírios encontram-se deslocados internamente no país, aos quais somam-se os 1,2 milhões de refugiados externos. A ONU estima que mais de 70 mil pessoas tenham morrido desde março de 2011.
Terça-feira, 2 de abril
Um forte temporal que teve início no final da noite de segunda-feira atingiu a província de Buenos Aires, deixando um total parcial de 59 mortos. A maioria das vítimas fatais (51) é da cidade de La Plata, uma das mais atingidas pelo mau tempo, que também deixou seis mortos em Buenos Aires e dois na região metropolitana da capital federal argentina. As chuvas alagaram ruas, danificaram automóveis e deixaram partes inteiras de cidades sem luz. “Nunca vi coisa igual. Esta situação não tem precedentes", afirmou o governador Daniel Scioli.
Quarta-feira, 3 de abril
Pelo menos cinquenta pessoas morreram e cem ficaram feridas em um ataque talibã contra um tribunal na província de Farah, no oeste do Afeganistão. O sangrento ataque ocorre em meio ao crescente debate sobre o desafio das forças de segurança afegãs de assumir o controle do país após a saída das tropas estrangeiras lideradas pelos Estados Unidos.
Quinta-feira, 4 de abril
Após uma semana internado por conta de uma pneumonia, Nelson Mandela apresentou melhoras, informou a presidência sul-africana. "Madiba - nome do clã de Mandela em língua xhosa e como ele é chamado carinhosamente na África do Sul - está estável. Estamos satisfeitos porque responde bem ao tratamento e se encontra muito melhor", disse Jacob Zuma em um comunicado sobre a saúde do histórico líder anti-Apartheid.
Sexta-feira, 5 de abril
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou que os representantes diplomáticos da embaixada brasileira em Pyongyang, na Coreia do Norte, foram contatados pelo governo local sobre uma possível retirada dos funcionários em razão da crescente possibilidade de um conflito na península coreana. De acordo com o Itamaraty, o governo norte-coreano ofereceu a todas as representações diplomáticas presentes no país facilidades logísticas para a retirada dos funcionários das embaixadas e que os países interessados em remover seus diplomatas devem enviar uma comunicação até o dia 10 de abril. A chancelaria brasileira informou que repassou a informação ao governo e frisou que a situação ainda está sento analisada e não há uma decisão oficial.