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UE compra anticorpos monoclonais anti-Covid de Eli Lilly

Tratamento é para pacientes com a doença em estágio leve

21 set 2021 16h05
| atualizado às 17h05
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A Comissão Europeia assinou nesta terça-feira (21) um acordo-quadro conjunto com a empresa farmacêutica Eli Lilly para a compra de até 220 mil doses de um tratamento com anticorpos monoclonais que se encontra em fase de avaliação pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

UE compra anticorpos monoclonais anti-Covid de Eli Lilly
UE compra anticorpos monoclonais anti-Covid de Eli Lilly
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O contrato para a aquisição da terapia destinada a pacientes diagnosticados com Covid-19 foi firmado por 18 Estados-membros e anunciado pelo próprio bloco. O objetivo da UE é utilizar a mesma estratégia das vacinas, por meio de compras conjuntas, para acelerar a recuperação da doença.

Segundo nota oficial, os países do bloco que optaram por participar poderão comprar doses do tratamento desenvolvido pela Eli Lilly, uma vez autorizado pela EMA ou por órgão nacional equivalente.

O novo acordo marca o "desenvolvimento mais recente" do "primeiro portfólio de cinco terapias promissoras anunciadas pela Comissão" em junho, como parte da estratégia terapêutica contra a Covid-19.

O coquetel do laboratório norte-americano combina dois anticorpos sintéticos monoclonais (bamlanivimabe e etesevimabe) que, dentro do organismo, se dirigem a alvos específicos para atacar. No caso da Covid-19, o medicamento atinge a proteína Skype, que o Sars-CoV-2 usa para "grudar" nas células humanas para permitir a reprodução.

O tratamento é destinado apenas a pacientes com a doença em estágio leve a moderado, que não necessitam de suplementação de oxigênio, mas apresentam "alto risco" de desenvolver um quadro grave de Covid-19.

No comunicado, a Comissária Europeia da Saúde, Stella Kyriakides, reforçou que "as vacinas não podem ser a única resposta" à emergência sanitária, apesar do fato de que atualmente "mais de 73% da população adulta da UE está totalmente vacinada e esta taxa ainda vai aumentar".

"As pessoas continuam a se infectar e a adoecer. Temos que continuar a trabalhar para prevenir a doença com vacinas e, ao mesmo tempo, garantir que a podemos tratar com medicamentos", concluiu a executiva.

Ansa - Brasil   
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