Trump recua e desiste de transmitir fuzilamento ao vivo
Presidente explicou que nem todos gostariam de presenciar execução
Donald Trump recuou e cancelou a transmissão ao vivo da execução por fuzilamento de Nidal Hasan, autor do massacre de Fort Hood que deixou 13 mortos em 2009. A exibição pública havia recebido fortes críticas internacionais da ONU e do Vaticano. Apesar da desistência do streaming, a pena capital segue marcada para 3 de dezembro e poderá ser assistida presencialmente por parentes das vítimas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu de transmitir por streaming a execução por fuzilamento de Nidal Hasan, autor do massacre de Fort Hood.
"Ele morrerá, conforme planejado, diante de um pelotão de fuzilamento, mas o evento não será transmitido ao vivo", disse Trump no Truth nesta quinta-feira (15).
O mandatário explicou que gostaria que "o mundo testemunhasse como os EUA tratam terroristas" como Hasan, "um homem muito mal e perverso, que matou 13 pessoas, incluindo uma militar grávida, e feriu outros 32 inocentes".
"No entanto, muitas pessoas íntegras e bem-intencionadas preferem não assistir à sua morte, seja por meio de transmissão ao vivo ou de qualquer outro recurso visual", pontuou Trump.
O republicano reforçou ainda que os familiares mais próximos das vítimas poderão "acompanhar a execução presencialmente, se assim desejarem".
"Eles merecem ver a justiça sendo feita", acrescentou o chefe de Estado.
A aplicação da pena está prevista para 3 de dezembro e será realizada por um pelotão de fuzilamento composto por soldados.
Hasan, ex-major e psiquiatra do Exército americano, abriu fogo contra militares e funcionários no Centro de Processamento de Prontidão de Soldados, em Fort Hood, em novembro de 2009. O ataque deixou 13 mortos e 32 feridos.
Na semana passada, o governo Trump anunciou que o fuzilamento de Hasan seria transmitido ao vivo para que "todos entendam que existem consequências graves para esse tipo de coisa".
A decisão foi criticada a nível internacional, como pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo Vaticano.
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