Keiko Fujimori, presidente do Peru, proíbe maquiagem e unhas pintadas em colégios
Medidas apresentadas pelo governo também incluem restrições ao uso de celulares em escolas públicas do país
A presidente do Peru, Keiko Fujimori, anunciou na segunda-feira, 12, novas regras de conduta para escolas públicas do país. As medidas adotadas incluem a expulsão de alunos envolvidos em casos graves de violência, o combate ao bullying e ao assédio sexual, além da proibição de maquiagem, unhas pintadas, cabelos tingidos ou excessivamente longos e uso de aparelhos eletrônicos em sala de aula sem a autorização do professor.
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A sociedade civil ainda poderá contribuir com a elaboração das novas normas antes de elas entrarem em vigor. Segundo Fujimori, as medidas buscam promover um debate sobre a disciplina nas instituições de ensino e responder de maneira contundente a episódios de violência entre estudantes.
A presidente também destacou que as regras preveem sanções e advertências proporcionais à gravidade das ocorrências. Em situações consideradas graves, a expulsão dos envolvidos voltará a ser aplicada.
“Temos que entender que há limites, que existem direitos, mas também obrigações”, afirmou Fujimori. A governante acrescentou que o governo não aceitará casos de bullying, violência ou assédio sexual nas escolas. Ela solicitou aos estudantes que denunciem tais ocorrências às autoridades e declarou que os suspeitos serão encaminhados ao Ministério Público e à Polícia Nacional.
O ministro da Educação do Peru, José Antonio Chang, afirmou que as escolas públicas também terão normas mais rígidas em relação a aparência, vestimentas e comportamento.
“Não serão permitidas maquiagens, unhas pintadas, cabelos excessivamente longos e tingidos, e o uso das saias escolares deverá ter um comprimento adequado”, comentou.
Ainda segundo o ministro, o governo pretende impedir novos casos de agressão entre estudantes dentro das instituições de ensino.
Alta de denúncias no Peru
O anúncio das medidas ocorre em meio a uma onda de indignação no Peru, iniciada em 15 de setembro, após uma denúncia de uma suposta violência sexual contra um estudante de 16 anos durante uma viagem escolar. O tribunal de Lima estabeleceu quatro meses de internação preventiva para seis adolescentes envolvidos, que estudavam no Liceo Naval Almirante Guise. Os estudantes foram encaminhados ao Centro Juvenil de Diagnóstico e Reabilitação da capital peruana, conhecido como Maranguita, no distrito de San Miguel.
O episódio abriu caminho para outras denúncias de bullying e violência em escolas peruanas, além de relatos de supostas práticas de racismo e elitismo em uma instituição de ensino administrada pela Marinha.
O governo do Peru, diante da repercussão, transferiu a administração do Liceo Naval ao Ministério da Educação até o próximo ano.
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