Trump quer presidente da Fifa para comandar a ONU, afirma jornal americano
Segundo o New York Post, Donald Trump vê Gianni Infantino como um nome capaz de unir países; dirigente da Fifa ainda não se manifestou
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deseja que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, dispute a eleição para secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A informação foi publicada nesta terça-feira (21) pelo jornal New York Post.
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Segundo a publicação, uma fonte próxima a Trump afirmou que o presidente americano considera que o dirigente suíço “é respeitado por todos ao redor do mundo e reconhece que ele tem uma habilidade especial para unir as pessoas”.
Ainda de acordo com o jornal, não há indicação de que Infantino tenha interesse em concorrer ao cargo, nem confirmação de que Trump tenha tratado diretamente do assunto com o presidente da Fifa.
Caso decida entrar na disputa, Infantino teria de conciliar a eventual candidatura com seus planos de buscar a reeleição à presidência da Fifa, marcada para 2027.
O mandato do atual secretário-geral da ONU, o diplomata português António Guterres, termina no final deste ano. Entre os nomes mais citados para a sucessão estão a ex-presidente socialista do Chile Michelle Bachelet e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o argentino Rafael Grossi.
De acordo com o New York Post, Donald Trump avalia que ainda há espaço para uma candidatura fora da lista de favoritos e vê o presidente da Fifa, Gianni Infantino, como uma alternativa. Caso avance, a indicação romperia com a expectativa diplomática de que o próximo comandante das Nações Unidas seja um representante da América Latina ou do Caribe.
A relação entre Trump e Infantino se estreitou durante o Mundial de Clubes, disputado entre junho e julho de 2025, nos Estados Unidos. Em dezembro daquele ano, o presidente da Fifa entregou ao republicano um prêmio da paz durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026, realizado em Washington, D.C. Ao longo do torneio deste ano, os dois voltaram a aparecer juntos em diversos compromissos oficiais, lado a lado em partidas e na cerimônia de entrega do troféu ao campeão.
O enviado especial dos Estados Unidos para parcerias globais, Paolo Zampolli, elogiou a possibilidade de uma candidatura do dirigente esportivo. "Faria um ótimo trabalho", afirmou Zampolli ao New York Posto, ao comentar a hipótese de Infantino assumir o comando da ONU. Ele ainda enalteceu a atitude: “só o presidente Trump poderia ter uma ideia tão genial".
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